Com informações mais precisas sobre condições climáticas e a adoção de novas tecnologias de produtos híbridos no cultivo do milho, o aumento da produtividade na região oeste do Paraná tem chamado a atenção. A partir de sementes desenvolvidas por empresas do estado, aliado ao período de safrinha, favorável ao plantio, as plantações tem gerado produtos de maior qualidade e preço baixo.
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O coordenador de marketing da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), Charles Drummond Ayub, destaca que os híbridos CD 384, 304 e 308 são de baixo custo e ótima rentabilidade. Com a associação da semente CD 384 à tecnologia Herculex*I, ele explica que, além de alta produtividade variando de 300 a 400 sacas por alqueire, da sanidade foliar e da estabilidade de produção, mesmo em períodos de seca, o produtor ainda ganha proteção contra a lagarta-docartucho e o controle da broca-da-cana, dois inimigos das plantações de milho.
— Com esses híbridos, procuramos atender os três níveis de mercado, que dividimos em alto, médio e menor investimento, ou seja, conseguimos ofererecer um produto que responda tecnicamente ao nível exigido pelo produtor — comenta Charles, ressaltando ainda a semente CD 308, entre outras, como própria para silagem de planta inteira e grãos úmidos, o que favorece a alimentação de rebanhos. Com o uso da 308, a colheita chegou a 400 sacas por alqueire.
Porém, o produtor deve ficar atento a outros fatores que podem ser prejudiciais ao cultivo. E entre os mais citados estão os efeitos do fenômeno La Niña, causadores de mudanças climáticas abruptas. Com passagens rápidas de frentes frias sobre a região e as chuvas por vezes acima da média, Charles alerta que deve-se condicionar o plantio a essas adversidades, com cultivares mais produtivas, e sugere que o plantio da soja seja mais precoce para que precipitações e geadas não sejam desfavoráveis.
