Iapar mostra a diversidade dos solos paranaenses na ExpoLondrina 2015

Iapar
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Propiciar um passeio pelo fascinante mundo dos solos, um recurso natural rico, mas também frágil. É o que os pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) preparam para os visitantes da ExpoLondrina. “Além da produção de alimentos, fibras, energia e biocombustíveis, os solos são fonte de biodiversidade e um imenso reservatório de água, fatos quase desconhecidos pela população”, explica a pesquisadora Graziela Moraes.

Com auxílio de mapas, maquetes e uma trilha ecológica, os pesquisadores vão mostrar a diversidade de solos existente no Paraná, explicar em detalhes as características, discutir suas vantagens e desvantagens para a agricultura e os cuidados no manejo e conservação. Como exemplo, Graziela explica que 31% do território paranaense é formado por latossolos, que são profundos, bem drenados, de boa fertilidade, fácil mecanização e típico de relevos suavemente ondulados, como em grande parte da região de Londrina. “São excelentes para a agricultura, exigindo apenas cuidados contra a erosão”, alerta a pesquisadora.

Mas se a natureza deu esse presente que faz do Paraná um dos maiores produtores brasileiros de alimentos, aqui também há exemplos que demandam cuidado. É o caso dos neossolos, típicos das encostas declivosas que ocupam grande área (22%) do território estadual. “Têm boa fertilidade química, mas são rasos e altamente suscetíveis à erosão”, explica a pesquisadora.

Conservação
A FAO, órgão das Nações Unidas para questões de agricultura e alimentação, elegeu 2015 o “Ano Internacional dos Solos”. Segundo a entidade, 33% das terras cultiváveis do mundo sofrem algum tipo de degradação, como erosão, compactação, salinização, acidificação ou poluição.

No Paraná, o plantio de lavouras anuais ocupa aproximadamente 5,6 mi de hectares. Em torno de 82% dessa área adota práticas conservacionistas ou pratica a semeadura direta, sem revolvimento do solo com arado. “É um índice bom, considerando que, em termos de Brasil, esse porcentual está em 50%”, afirma o pesquisador Rafael Fuentes.

Fuentes acrescenta, no entanto, que o sistema de plantio direto é um conjunto de técnicas que preconiza não apenas suprimir o uso de arados e o revolvimento do solo, mas também a manutenção do terreno protegido com cobertura vegetal ao longo de todo o ano e a rotação de culturas. “Precisamos superar a monocultura soja-trigo ou soja-milho safrinha”, alerta.

Via Rural
O Iapar também estará presente na Via Rural, conhecida como “Fazendinha”, onde apresentará cultivares de café e técnicas de condução dessas lavouras em consórcio com seringueira, alternativas de cultivos florestais e, ainda, opções de pastagens para pecuária de corte e leite. Pesquisadores do instituto estarão à disposição para esclarecer as dúvidas dos visitantes durante toda a Expolondrina.