O Instituto Agronômico do Paraná e a empresa FT Sistemas S.A., fabricante de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs), que tem como um de seus investidores a Embraer, assinaram ontem em Ponta Grossa um acordo de cooperação tecnológica visando a realização de pesquisas, negócios e prestação de serviços em agricultura de precisão, envolvendo a utilização dessas aeronaves em atividades como aerolevantamento e desenvolvimento de metodologias, algoritmos e softwares, com o objetivo final de agregar valor ao meio rural e ao agronegócio brasileiro. Os primeiros projetos visam soluções em manejo e gestão para as culturas de soja e milho.
Os presidentes do IAPAR, Florindo Dalberto, e da FT, Nei Brasil, celebraram a parceria na presença de diretores das duas entidades, em reunião de trabalho no Polo Regional do IAPAR em Ponta Grossa, aproveitando a realização do X Congresso Brasileiro de Agroinformática nessa cidade. O diretor da Sercomtel Participações, Amauri Escudero, que fez a aproximação entre as partes, assinou como testemunha.
Nascida há dez anos na incubadora de empresas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e hoje instalada no parque tecnológico de São José dos Campos, SP, a FT Sistemas é credenciada pelo Ministério da Defesa, desde 2013, como “Empresa Estratégica de Defesa”, tendo os produtos que fabrica – Aeronaves Remotamente Pilotadas leves, capazes de carregar diferentes tipos de sensores para aplicações civis tanto públicas como privadas – também homologados pelo MD para comercialização no mercado brasileiro e internacional.
“Para uma empresa jovem como a nossa é uma honra e uma grande oportunidade poder atuar no segmento de tecnologias para o agronegócio, tendo como parceiro o IAPAR, com seus 42 anos de pesquisa agrícola que tanto contribuíram para a transformação da agricultura brasileira” – destacou Nei Brasil.
Florindo Dalberto deu as boas vindas à FT, que será a primeira empresa privada a instalar-se no campus do Instituto em Londrina: “O novo IAPAR que estamos construindo estará sempre aberto à pesquisa colaborativa, inclusive empresas inovadoras do setor privado” – disse.