Impacto da cobertura plástica na intensidade do oídio da videira

A CP foi eficaz na redução da severidade do oídio, podendo, inclusive, melhorar o seu manejo

Margareth Santos
Doenças

O uso da cobertura plástica (CP) em pomares de uva tem sido uma prática adotada por agricultores de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). A Embrapa Semi-árido realizou trabalho nesses municípios, visando quantificar a influência dessa prática na intensidade das doenças. O experimento foi aplicado em videira da apirênica, c. v. Festival e constatada apenas a ocorrência do oídio da videira, comprovando a eficácia da utilização da CP no controle doença.

O trabalho consistiu de quatro tratamentos: T1 – latada sem cobertura plástica; T2 – com cobertura plástica localizada a 80 centímetros acima do dossel; T3 – com cobertura plástica localizada a um metro acima do dossel; T4 – com cobertura plástica localizada a um metro e 20 centímetros acima do dossel. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições e as parcelas foram compostas por 15 plantas dispostas em três fileiras, tendo cinco plantas em cada fileira.

As três plantas mais internas, localizadas na fileira central, constituíram a área útil para a amostragem. A severidade da doença foi estimada e também calculada a área abaixo da curva de progresso da doença – AACPD. O oídio teve progresso menor nos tratamentos que receberam a cobertura plástica. Nesses tratamentos as severidades foram sempre menores quando comparadas ao da testemunha (T1) sem cobertura plástica, mantendo as severidades finais (Y) em 4,87% (T2), 0,96% (T3) e 1,07% (T4), confrontando com a severidade final da testemunha de 16,14%.

Comparando a AACPD entre os tratamentos, percebe-se que não houve diferença significativa entre os tratamentos com cobertura plástica. Entretanto, esses tratamentos diferiram significativamente (P=0,0001) do tratamento sem cobertura plástica. Conclui-se que a CP foi eficaz na redução da severidade do oídio, podendo, inclusive, melhorar o manejo da doença. Com isso, pode-se reduzir o uso de fungicidas pela menor frequência de pulverização, devido à intensidade menor da doença.