
Introdução
No Brasil, as búfalas chegam a produzir 22 kg/leite/dia (Samara et al., 1993) e em comparação com o leite de vaca, o leite de búfala contém 30% a mais de proteína e níveis de colesterol mais baixos (Fonseca, 1987)
A mastite representa um sério problema para a produção leiteira, determinando relevantes perdas econômicas devido à redução na produção de leite, custos do leite descartado e gastos com tratamentos (Hamza & Choudhuri, 1994)
Material e Métodos
A.P. Cunha et al , realizaram um trabalho com 128 búfalas leiteiras da raça Murrah e seus mestiços, em diferentes estágios de lactação, com uma produção média de 7litros de leite/animal/dia, em duas ordenhas, em uma propriedade leiteira industrial localizada no Município de Taipu, Estado do Rio Grande do Norte.
Resultados e Discussão
Na avaliação do perfil de sensibilidade in vitro, com diferentes antibióticos de utilização em Medicina Veterinária frente as amostras bacterianas isoladas de mastite bubalina, a gentamicina foi o antibiótico que demonstrou o maior percentual de eficácia (97,98%), segundo tabela abaixo:
Resultado dos testes de sensibilidade antimicrobiana in vitro de bactérias isoladas do leite de búfalas com mastite clínica e subclínica

Conclusão:
Observou-se neste estudo que os agentes classificados como contagiosos são os principais responsáveis pela mastite bubalina e que quando da indisponibilidade de realização da lactocultura e antibiograma, a gentamicina pode ser o antibiótico de eleição para o tratamento e controle das mastites clínica e subclínica nos rebanhos.
Esta é uma informação importante no âmbito técnico, principalmente para profissionais que atuam à campo e que não dispõem de estrutura para procedimentos laboratoriais.