Indicação Geográfica do pêssego de Pelotas avança

Assembleia marcada para a próxima semana vai criar associação de produtores e industriais. Fundação do órgão é exigência legal para garantir a indicação de procedência do produto e, assim, criar uma espécie de selo de qualidade e tornar restrito o uso do termo “pêssegos da região Pelotas”

Embrapa Clima Temperado
Sanidade Vegetal

O processo para garantir a Indicação Geográfica (IG) do pêssego da região de Pelotas e para criar um selo de qualidade do produto – apenas a produção da localidade poderá ser chamada de “pêssego da região de Pelotas” – dará um importante passo na próxima semana, quando será criada uma associação de agricultores e representantes da indústria de conservas que ficará responsável pelo reconhecimento da IG. A Assembleia Geral de fundação está marcada para o dia 4 de agosto, às 13h30, no Centro de Múltiplo Uso de Morro Redondo/RS. Todos os agricultores e industriais do segmento estão convocados.

A criação da entidade é uma exigência legal do processo, no Brasil validado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A futura Associação dos Produtores e Indústrias para Indicação Geográfica do Pêssego da Região de Pelotas (APIPPEL) vai reunir toda cadeia do pêssego da região. A busca pela Indicação Geográfica foi, até agora, encabeçada por um grupo multiinstitucional. Com a APIPPEL, o processo ficará concentrado no órgão.

Caberá à Associação, por exemplo, levantar dados históricos, definir o padrão de fabricação e detalhar as características dos pêssegos da região e dos produtos processados que os tornam diferenciados.

A IG vai garantir a qualidade da produção ao estabelecer um padrão e vai criar um diferencial de comercialização. Hoje, faltam normas específicas ao uso do nome e não há nenhuma certificação de origem garantindo ao consumidor que o pêssego consumido realmente é da região de Pelotas.

“Entre os benefícios estão a geração de riqueza e desenvolvimento a partir da agregação de valor aos produtos, o fortalecimento da cadeia produtiva, a melhoria da qualidade de vida, a valorização do patrimônio cultural e a promoção da preservação ambiental”, comenta o pesquisador Clenio Pillon, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS).

O grupo que está organizando a Assembleia e conduziu o processo na região até agora é formado, além da Embrapa, pela UFPel, Emater/RS, AZONASUL, Associação Gaúcha dos Produtores de Pêssego, SINDOCOPEL, Banco do Brasil, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas e CAFSUL. (Bruno Zamora Teoro)