Principalmente em dois lugares onde são desenvolvidas importantes etapas da bovinocultura leiteira, o local da ordenha e o local de criação de bezerros, ocorre a concentração de moscas domésticas na propriedade.
Sabe-se que o leite, o concentrado, as fezes e urinas no ambiente são chamarizes para as moscas. Quando a esses fatores se juntam o calor e a umidade, as condições estão otimizadas para a multiplicação da mosca doméstica.
Para evitar a proliferação desses insetos, a Embrapa Gado de Leite recomenda algumas medidas de manejo. Se os bezerros forem criados em piquetes, a primeira observação é que a forrageira deve ser de porte baixo e deve-se roçar a área quando o pasto estiver alto. Outro aspecto importante é a escolha de áreas com boa declividade e a manutenção de drenos limpos para evitar locais empoçados.
Além disso, o sombreamento é importante, mas deve-se evitar áreas excessivamente sombreadas e com pouca circulação de ar. O bebedouro dos animais também deve ser limpo frequentemente para que a água não se torne suja. Adicionalmente, na hora de renovar o concentrado, deve-se remover possíveis sobras. A Embrapa recomenda não deixar o concentrado velho, úmido e mofado no cocho.
Se os bezerros foram criados em abrigos, o maior crescimento de moscas domésticas se dá embaixo dos locais onde são fornecidos água e concentrado (bebedouros, cochos ou baldes). Complementarmente, quando a água, leite ou concentrado caem no chão, eles criam condições ideais para que as moscas se multipliquem. Quanto mais tempo esses resíduos ficarem, maior vai se tornando o problema.
Segundo a instituição, outro foco para crescimento das moscas é a cama. O tipo de material utilizado como cama é determinante na questão das moscas. Há evidências que a palhada é o material menos indicado. Embora confortável para os bezerros, ela absorve água com facilidade e tem grande capacidade para fermentar.
O pó de serra (material com partículas obtido na “saída” da serra) é melhor que a palhada, por causa da sua menor absorção de água, matéria orgânica menos disponível e alta concentração de lignina, mas há outros materiais melhores.
Considera-se que a maravalha (material obtido em serrarias, constituído de pequenas fitas de madeira resultantes de operações como a plaina da madeira) é mais indicada, mas sua disponibilidade é limitada e seu custo maior em muitas regiões. Vale lembrar que não se deve utilizar pó de serra ou maravalha oriundas de madeiras que sofreram tratamento químico.
A areia pode ser utilizada, mas ela tem o problema de compactar em poucas semanas. Portanto, não há material ideal; o importante é escolher aquele mais barato e abundante na região, substituindo diariamente a cama molhada por material seco.
A infestação de moscas domésticas não é considerada um dos problemas mais críticos na bovinocultura de leite, mas a presença dos insetos pode transmitir agentes causadores de doenças, além de causar má impressão ao ambiente.
Para saber mais sobre as recomendações, acesso o arquivo em anexo.