A Universidade Católico Dom Bosco realizou um estudo para avaliar o efeito da aplicação de adubação orgânica e mineral na microbiota de um solo cultivado com milho. O trabalho foi realizado no município de Campo Grande (MS), no instituto São Vicente, em área de Neossolo Quartzarênico.
O experimento foi instalado com a cultura do milho (híbrido composto BR-206) constituindo-se em 6 tratamentos de adubação: 100% de adubação orgânica; 50% orgânica + 50% mineral; 50% orgânica; 100% mineral a lanço; 100% mineral na linha de plantio e sem adubação.
O adubo orgânico utilizado foi um composto (OrganoSuper) produzido por uma empresa, com aplicação de 20 toneladas por hectare e a adubação mineral utilizada foi NPK 8-28-16, 290 quilos por hectare, segundo a análise de solo.
A cultura foi semeada sob o sistema de semeadura convencional, em parcelas com dimensões de três metros de largura por sete metros e meio de comprimento. Foi utilizada semeadora–adubadora com quatro linhas espaçadas de 0,45 metros.
De cada tratamento, obteve-se amostras composta coletadas na profundidade 0-20 centímetros em duas épocas de avaliações, aos 3 e 4 meses após plantio da cultura.
A avaliação da população de microrganismos foi realizada pela técnica da contagem em placas de Petri, preparadas com meio de cultura para a mensuração das populações de bactérias, fungos e actinomicetos. Já os teores de carbono da biomassa microbiana foram determinados pelo método da fumigação-extração.
A umidade das amostras de solo ajustadas para 40% de sua capacidade de campo. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
No período de avaliação de 4 meses, os valores de carbono da biomassa microbiana foram maiores nos tratamentos onde se utilizou adubação orgânica. No geral, a população de bactérias foi maior que a população de fungos e actinomicetos, com exceção de alguns tratamentos.
Houve ainda uma maior população de bactérias nos tratamentos orgânicos e com adubação mineral a lanço aos 4 meses de avaliação, quando comparado ao período de avaliação de 3 meses.