Inoculante de rizóbio aumenta produtividade do feijão-caupi no Rio de Janeiro

Embrapa Agrobiologia coordena adaptação da técnica de inoculação de rizóbio nas lavouras de Seropédica, Japeri, Cachoeira de Macacu e Nova Iguaçú

Nivea Schunk
Adubação

A adaptação da consagrada técnica de inoculação de rizóbio no feijão-caupi para o estado do Rio de Janeiro é uma iniciativa da Embrapa Agrobiologia. Derivado da seleção de bactérias, o inoculante responsável por uma produção 30% maior nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil superou as expectativas, apresentando aumento de 63 % ao final dos experimentos implementados nos municípios fluminenses de Seropédica, Japeri, Cachoeira de Macacu e Nova Iguaçú.

"Uma dose de 250
gramas é suficiente
para inocular 50 qui-
los de sementes"


 Gustavo Xavier,
 Embrapa Agrobiologia

A participação efetiva dos pequenos agricultores locais nos ensaios, conduzidos nas suas propriedades, foi altamente estratégica no sentido de potencializar a transferência de tecnologia. Os testes compararam o desempenho do cultivo com o material recomendado em relação ao plantio convencional, tradicionalmente manipulado sem a presença de adubo nitrogenado.

O pesquisador Gustavo Xavier ressalta ainda que a tecnologia apresenta um custo-benefício muito interessante para os produtores familiares.

— Uma dose de 250 gramas do biofertilizante custa em média três reais. Essa quantidade é suficiente para inocular até 50 quilos de sementes, equivalente a um hectare de área plantada —  revela.

Além de reduzir os custos com adubos químicos, esses microorganismo oriundos do próprio solo não oferecem riscos à saúde do homem ou ao meio ambiente. De acordo com Gustavo, a alta demanda observada no campo motivará a instalação de novas unidades demonstrativas para multiplicar a disseminação da tecnologia.