Inovação na aplicação de defensivos para controle da sigatoka negra

Pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental mudam o modelo de pulverização na bananicultura

Nivea Schunk
Manejo

A sigatoka negra, doença mais importante da bananicultura no Brasil, vem motivando pesquisas desde o final da década de 1990. A Embrapa Amazônia Ocidental apresentou uma alternativa de combate, que propõe mudança no processo de aspersão nas plantações nacionais.

Segundo o pesquisador Luadir Gaparotto, o mal de sigatoka pode comprometer até 100% da lavoura, causando prejuízo total. Pelo sistema de controle químico tradicional são necessárias até 50 repetições do procedimento de imunização por ano.

Com base na testagem de diversas metodologias de pulverização convencional, de solo e no pseudocaule, houve a comprovação de que a melhor opção é aplicar diretamente na axila, região de inserção da segunda folha da planta.

Além de reduzir para quatro vezes anuais a necessidade de deposição de defensivos na bananeira, a adoção do novo modelo diminui o custo produtivo para R$ 0,60 por cacho. A inovação também proporciona mais segurança aos produtores tanto na manipulação dos produtos quanto na qualidade final do fruto.

—  Tenho dado treinamento nos estados de Rondônia e Acre. Os agricultores estão utilizando a técnica em escala comercial, principalmente para banana da angola, do tipo terra, que é consumida frita e cozida — revela o pesquisador.