Inseminação artificial aumenta produção de pequenas propriedades leiteiras

No Acre, pequenos produtores de leite recebem treinamento sobre a prática da inseminação artificial

Nivea Schunk
Melhoramento genético

Conduzida pela Embrapa Acre, a iniciativa de introduzir a inseminação artificial para melhorar os pequenos rebanhos leiteiros é sucesso nos municípios de Assis Brasil e Brasiléia. Segundo o pesquisador Aloísio Cavalcante, o material é distribuído de forma comunitária entre os produtores previamente treinados sobre a aplicação prática da técnica.

"Estamos com
uma  média de
dois a três litros
ao dia por cabeça"


 Aloísio Cavalcante,
 da Embrapa Acre

A implementação do experimento em duas propriedades locais sucedeu uma estruturação que contemplou ações de manejo rotacionado, melhoria de ordenha manual, arborização de pastagens, controle zootécnico e instalação de cercas elétricas. Feito isso, o processo metodológico foi conduzido após os rebanhos serem identificados com ficha individual e submetidos a exames ginecológicos, de brucelose e tuberculose.

— Até agora estamos com uma média de dois a três litros ao dia por cabeça, mas só vamos conseguir mensurar isso corretamente quando atingirmos um número de mais ou menos 50 fêmeas nascidas — revela ele.

Destinado a regiões onde a pecuária leiteira não esteja totalmente estabelecida, o projeto de melhoramento genético começou há cerca de três anos. Para Cavalcante, avaliações mais consistentes de impacto produtivo deverão estar disponíveis em dois anos.

Entretanto, os resultados parciais já indicam grande potencial de incremento da produção leiteira no estado. As pesquisas apontam redução no intervalo de parto de dois anos para até 13 meses em algumas criações e controle do índice de mastite entre as vacas.