Inseticida combate broca-da-erva-mate sem agredir ambiente

Bovemax, que deve chegar ao mercado este ano, utiliza apenas um óleo vegetal e um fungo que causa doença ao inseto da cultura

Juliana Royo
Manejo

Cada vez mais bactérias e fungos entomopatogêncios estão sendo estudados e utilizados no Brasil para combater pragas de diferentes culturas. A Embrapa Florestas lançou, no mês passado, o Bovemax, um bioinseticida que é composto por óleo vegetal e um fungo que causa doença na principal praga da erva mate. O produto não agride o meio ambiente porque não utiliza nenhum químico e é bastante seletivo porque o fungo mata apenas a broca-da-erva-mate, não causando riscos a outros animais e evitando qualquer tipo de contaminação. O óleo ajuda na adesão dos esporos do fungo à cutícula do inseto para aumentar a eficiência do produto.

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— Até hoje, não se tinha nenhuma medida de contenção desta praga, que também é chamada de corinthiano pela sua coloração que é o corpo preto recoberto de pelos brancos. O que os agricultores utilizam até agora é a cata manual. Este vai ser o primeiro produto de combate à broca, então vai trazer facilidades aos produtores, que poderão utilizar a aplicação e terão grande eficiência no controle do inseto — explica a pesquisadora Susete Penteado, da Embrapa Florestas.

Além das vantagens ambientais e de manejo de controle da praga, outro benefício do Bovemax é a longa duração que ele proporciona. Por ser um fungo, quando a aplicação é feita ele contamina os insetos, que acabam morrendo. Mas o produto continua no ambiente porque é uma fonte do inóculo do fungo, então, apesar de já ter matado o inseto, ele continua presente no local onde a broca-da-erva-mate morrer podendo contaminar novas brocas.

O bioinseticida Bovemax já está com o registro temporário concedido pelas autoridades de fiscalização responsáveis e já foi negociado que a empresa Turfal (que também participou do desenvolvimento do produto) irá fazer a comercialização. Ainda é preciso aguardar a liberação total do Bovemax, mas a pesquisadora acredita que ainda este ano ele já estará disponível no mercado para os produtores.