Além do controle da lagarta-do-cartucho, outras duas pragas bem comuns nas lavouras são a broca do colmo (Diatrea saccharalis) e a lagarta-das-espigas (Helicoverpa zea). Segundo a Fundação MS, os híbridos de milho Bt agem no controle e supressão das pragas sobre as espigas.
A broca ingere o tecido do colmo assim como a proteína Bt que leva à sua morte antes mesmo que a praga consiga penetrar na cultura. Pesquisadores afirmam que a eficiência da proteína protege a planta, evita seu quebramento e melhora a qualidade do colmo. Já a lagarta-das-espigas deposita seus ovos nos estilo-estigmas e ingere a toxina na ponta das espigas, o que leva à sua mortalidade. Sendo assim, percebe-se uma redução nos grãos que proporciona maior sanidade dos mesmos, reduzindo a incidência de patógenos.
Insetos não alvo
Estudos da Fundação MS comprovaram que a utilização da tecnologia Bt não elimina o tratamento de sementes com inseticidas recomendados para a cultura. Os híbridos estudados pelos pesquisadores não exercem controle sobre corós, larva-alfinete, lagarta-elasmo, percevejos, cigarrinhas, tripes e pulgões. Neste caso, pode ser necessário realizar aplicações foliares para controle de algumas destas pragas.
De acordo com a Fundação MS, os inimigos naturais não apresentaram resultados referentes aos altos índices de mortalidade dos mesmos em culturas geneticamente modificadas em comparação às culturas convencionais. É importante que o produtor lembre que os tratos com plantas daninhas e doenças devem ser realizados normalmente na lavoura transgênica.
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