Formiga cortadeira, mosca-branca, percevejos fitófagos, lagarta e coleópteros desfolhadores são as pragas apontadas pela Embrapa como as principais responsáveis por causarem prejuízos às lavouras de soja no Estado de Roraima. O estudo divulgado também traz o controle e aponta os inimigos naturais desses insetos.
A identificação das pragas serve de subsídio ao manejo dos bichos em área de cultivo da oleaginosa, sendo que elas foram coletadas em lavouras de soja roraimenses.
As primeiras pragas apresentadas são as lagartas desfolhadoras, incluindo a anticarsia gemmatalis (Lepidoptera: Noctuidae); a omiodes indicata (Lepidoptera: Crambidae); e a pseudoplusia includens (Lepidoptera: Noctuidae), que chega a consumir 120 centímetros quadrados de folha.
Entre os besouros, estão: diabrotica speciosa (Coleoptera: Chrysomelidae) e cerotoma arcuata (Coleoptera: Chrysomelidae), que quando adultos atacam, de preferência, as folhas mais tenras, prejudicando o desenvolvimento das plantas. E tem a formiga cortadeira saúva-limão Atta sexdens rubropilosa (Hymenoptera: Formicidae), que pode matar o pé de soja.
Já o ataque da mosca-branca , Bemisia tabaci (Hemiptera: Aleyrodidae), pode favorecer o crescimento de fungos saprófitas, fumagina, Capnodium spp., sobre folhas e ramos, devido ao fato desse inseto excretar uma substância açucarada que serve de substrato para esses fungos.
E entre os percevejos fitófagos, que causam até 30% de prejuízo ao produtor, existem os Euschistus heros (Hemiptera: Pentatomidae); Nezara viridula (Hemiptera: Pentatomidae); Piezodorus guildinii (Hemiptera: Pentatomidae); Edessa meditabunda (Hemiptera: Pentatomidae).
Os inimigos naturais desses predadores são as aranhas, com destaque para as Oxyopes salticus, Eustala sp., Misumenops sp., Cheiracanthium inclusum e Argiope argentata.
De acordo com o pesquisador Alberto Luiz Marsaro Júnior, o controle das pragas, quando necessário, deve ser realizado baseado em critérios técnicos. E não se recomenda o controle preventivo com produtos químicos, e sim, que o por meio do Manejo Integrado de Pragas (MIP), além da utilização de plantas resistentes a esses insetos. Veja essa pesquisa aqui (http://www.cpafrr.embrapa.br/embrapa/attachments/296_doc072008_pragas_alberto.pdf).