Instituições brasileiras de pesquisa, em parceria, investem em melhoramento da bananeira

Projeto coordenado pela Embrapa junto a diversas empresas de pesquisa do país, observa o comportamento de variedades nacionaie e internacionais de bananeira

Nivea Schunk
Fruticultura

A avaliação de cultivares e genótipos de bananeira vem sendo conduzida em diferentes regiões edafoclimáticas do país. Sob a coordenação da Embrapa, a distribuição de diversas variedades entre as instituições estaduais de pesquisa promove observações abrangentes acerca das características agronômicas encontradas nessas plantas.

O pesquisador Lair Victor Pereira, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), revela que todas as estações experimentais adotam o mesmo padrão metodológico com um número similar de indivíduos em teste. O objetivo é observar todo o ciclo da cultura, compreendendo altura, circunferência, incidência de doenças e número de folhas atingidas e preservadas.

— Alguns desses materiais derivam de cruzamentos da Embrapa e outros foram trazidas de outros países, como por exemplo, Honduras. Os testes visam identificar o comportamento natural do material em um ambiente específico sem o uso de controle químicos. Consideramos também a altitude, quantidade de precipitação, tipo de solo e os tratos culturais utilizados durante o processo — explica.

Além disso, a iniciativa contempla aceitação por parte do consumidor através de testes de degustação e questionários de aceitação. Esses índices serão comparados ao consumo das bananas do tipo nanicão, prata e maçã, tradicionalmente comercializadas em território nacional.

Ainda sem resultados preliminares oficiais, algumas espécies têm apresentado ótimo desempenho com relação ao peso de cacho e ciclos aproximados nos municípios mineiros de Lavras e Piranguçu. Segundo Pereira, a Bucanera atingiu cerca de 19 quilos, seguida da Grand Naine com 18 quilos.

— Isso se deve também ao clima quente desses lugares, que propicia o desenvolvimento da cultura. Já nos ensaios de Maria da Fé, de temperaturas mais baixas, ainda não houve colheita. No entanto, tudo indica que algumas cultivares são promissoras e têm potencial de produção de fruto maior do que a praticada atualmente pelo mercado  — analisa.