Integração em prol da sustentabilidade

Monsanto investe R$ 5 milhões no Projeto Biomas, parceria com CNA e Embrapa para garantir preservação do meio ambiente e produtividade agrícola

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Aumento da produção de alimentos e impacto ambiental são assuntos constantemente discutidos na sociedade e que preocupam a economia mundial. Segundo relatório da FAO, a demanda global por alimentos cresce 2% ao ano. Conciliar o aumento da demanda por commodities agrícolas sem agredir o meio ambiente é uma tarefa árdua que exige estudos e empenho, mas parte essencial desse processo é o agricultor que trabalha diariamente com a terra. Visando instruir esse público, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) lançaram o Projeto Biomas, que é apoiado pela Monsanto do Brasil.

A Monsanto investirá no projeto R$ 5 milhões, ao longo de dez anos (de 2010 a 2019). O programa tem como objetivo promover a integração entre produção de alimentos e preservação ambiental dos seis biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. “A importância desse programa está em identificar os diversos potenciais de uso de propriedades rurais brasileiras, observando as respectivas peculiaridades regionais, suas fragilidades e fortalezas ambientais. Dessa forma, será possível construir um modelo de produção sustentável que possa, inclusive, servir de vitrine tecnológica para os produtores rurais da região, em cada um dos seis biomas", diz o diretor de Assuntos Corporativos da Monsanto do Brasil, Rodrigo Almeida.

O projeto tem ainda o propósito de desenvolver soluções técnico-científicas e transmiti-las para o produtor rural visando a proteção e o uso sustentável de paisagens rurais nos diferentes biomas brasileiros. A iniciativa envolve institutos de pesquisas, universidades e outras empresas do setor e aborda o manejo de APPs (Áreas de Preservação Permanentes) de forma que possam sustentar serviços ambientais. “Trata-se de um projeto pioneiro no mundo, que permitirá uma boa convivência entre produção e preservação do meio ambiente”, conta a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu.

“A importância desse programa está em identificar os diversos potenciais de uso de propriedades rurais brasileiras, observando as respectivas peculiaridades regionais, suas fragilidades e fortalezas ambientais. Dessa forma, será possível construir um modelo de produção sustentável que possa, inclusive, servir de vitrine tecnológica para os produtores rurais da região, em cada um dos seis biomas”, diz o diretor de Assuntos Corporativos da Monsanto do Brasil, Rodrigo Almeida.

Trabalho integrado

Grupos de pesquisadores orientarão os agricultores para a realização de recomposição e recuperação de áreas da propriedade rural plantando árvores nativas. Segundo a CNA, os especialistas integrantes do projeto farão análises das características de solo, clima, vegetação, fauna e flora e uma avaliação que servirá de base para as experiências nas propriedades rurais que receberão os primeiros experimentos. Para 2011, serão entregues resultados parciais das análises realizadas na Mata Atlântica. Alguns trabalhos também começaram no Cerrado, como o estudo de áreas para escolher os locais para análise.

Com isso, o Projeto Biomas pretende criar soluções que ajudem o Brasil a se manter na liderança global na produção de alimentos e promova a preservação ambiental. A Monsanto, como uma das parceiras e apoiadoras, acompanhará de perto a implementação do projeto e seus resultados. “Trata-se de um projeto diferenciado, que realizará pesquisa envolvendo uma rede de profissionais de diversas instituições, viabilizará qualificação de pessoal para a pesquisa e para o campo e, também, realizará transferência de tecnologia aos produtores rurais para que possam incrementar seu conhecimento sobre produção sustentável”, afirma Rodrigo Almeida.

Além da Monsanto, o projeto conta com as parcerias do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da empresa de equipamentos agrícolas John Deere.