A intenção de pagamento do crédito adquirido junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é mais influenciada por fatores que dependem da vontade pessoal do que por fatores externos que dependem de oportunidade e de fontes de recursos.
Esta foi a conclusão alcançada por pesquisa da Embrapa Cerrados, após ouvir 400 responsáveis pelo financiamento no Estado da Paraíba, em que 200 eram de assentamentos (Pronaf A) e 200 da agricultura familiar (Pronaf B). Os dados foram coletados por meio de pesquisa semiestruturada, com 38 itens, em 46 comunidades rurais de oito municípios paraibanos.
Lançado em 1996 pelo Governo Federal, o Programa serve para apoiar financeiramente atividades agropecuárias e não agropecuárias exploradas mediante emprego direto da força de trabalho do produtor rural e de sua família.
De acordo com o estudo, conhecer a relação do agricultor com o compromisso de pagar o crédito obtido serve como referência sobre o êxito ou fracasso do programa. Tendo por base a Psicologia Social, espera-se chegar a uma avaliação do Pronaf do ponto de vista do comportamento do ser humano, com uma abrangência maior que a Psicologia individual ou que a Sociologia.
A pesquisa foi composta de uma etapa inicial do processo de investigação, com análise qualitativa de dados envolvendo 53 beneficiários do Pronaf, e a medição dessas crenças em um segundo momento, no chamado estudo principal.
Segundo os pesquisadores, o modelo utilizado foi o de Ajzen, que mostrou que a intenção de pagar o crédito entre o “Grupo A” vem da Atitude e da Crença normativa. Já no “Grupo B”, as dimensões Crença Comportamental, Atitude, Crença normativa e a Crença de controle foram as variáveis que mais influenciaram nessa intenção.
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