A ocorrência de míldio (Plasmopara viticola) no Submédio do São Francisco, durante o primeiro semestre do ano, é muito prejudicial à produção de uvas de mesa. Em virtude disso, foi realizado estudo com o objetivo de avaliar a dinâmica do míldio em videiras c. v. Festival, submetidas a duas formas de cobertura plástica (CP), com aplicação semanal de fungicidas. A severidade no tratamento com CP foi significativamente menor do que no sem CP.
O míldio é a principal doença fúngica da videira, podendo infectar todas as partes verdes da planta, causando maiores danos quando afeta as flores e os frutos. Foram aplicados de forma alternadas os fungicidas cimoxanil mais mancozebe, cimoxanil mais famoxadona e dimetomorfe. Os tratamentos foram T1 – latada sem cobertura plástica; T2 – com cobertura plástica; e T3 – com cobertura plástica mais tela de “sombrite” de 50% disposta na parte central. Todas as coberturas estavam localizadas a um metro do dossel da videira.
Ficou constatado que a severidade no tratamento T2 (2,44%) foi significativamente inferior a do tratamento T1. Porém, T3 (7,83%) praticamente não se diferenciou do T1. O valor da AACPD foi bastante menor em T2 (34,84) do que em T1 (379,03). Apesar da área abaixo da curva de progresso da doença – AACPD – do T3 ter sido muito inferior ao do T1, a produção de ambos foi igualmente comprometida com a perda dos cachos, em função da incidência da doença.
O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com quatro repetições e as parcelas compostas por 15 plantas dispostas em três fileiras, com cinco plantas por fileira. Foram avaliadas a severidade da doenças, ao longo do período, e posteriormente, a AACPD. O míldio foi observado após a ocorrência das primeiras precipitações e quando as plantas estavam no estágio 15 – alongamento da inflorescência e flores agrupadas.