Lagarta-das-espigas na cultura do milho

A fêmea da lagarta-das-espigas coloca cerca de mil ovos, depositando-os individualmente um ou dois por planta

Aline Jesus
Pragas

A lagarta-das-espigas (Helicoverpa zea) é uma mariposa que mede cerca de 40 milímetros de envergadura e possui asas anteriores amarelo-pardo e posteriores com coloração mais claras. Quando fecundada, a fêmea não escolhe um local para depositar seus ovos, mas dá preferência em coloca-os nos “cabelos” da flor feminina, ou “boneca”. Durante toda a sua vida, a fêmea coloca  cerca de mil ovos que são depositados individualmente um ou dois por planta. Logo após o terceiro ou quarto dia, ocorre a eclosão das larvas que já se alimentam de imediato. Assim que elas se desenvolvem, no interior da espiga, começam a destruir os grãos em formação.

Quando completamente desenvolvidas, as larvas medem cerca de 35milímetros e apresentam coloração que varia entre um verde-claro, rosa ou quase preta com partes mais claras. Após o período larval que varia de 13 a 25 dias, as larvas saem da espiga e vão para o solo para se tornarem pupas. O ovo da lagarta-das-espigas mede cerca de 1 milímetro e pode ser identificado através de um exame minucioso da “boneca”, com uma lupa ou mesmo a olho nu. Porém, após a eclosão, as lagartas penetram nas espigas e deixam um orifício bem visível. É fácil o produtor identificar também as pragas no interior da espiga infectada, quando o milho está verde.

De acordo com a Fundação MS, no Brasil, os prejuízos devido à ação da lagarta-das-espigas são da ordem de 8,4% decorrentes de: a) corte do “cabelo” da espiga, que impe a fertilização provocando  falhas na espiga; b) destruição dos grãos da ponta da espiga; c) perfuração da palha, permitindo a penetração de microrganismos. Mas estes não são os únicos prejuízos causado pela lagarta-das-espigas. Seu ataque favorece a infestação de outras pragas importantes, como o caruncho e a traça.


Métodos de controle da lagarta-das-espigas

O controle da lagarta-das-espigas está relacionado ao aspecto visual da espiga, conforme mostraram os resultados de pesquisas da Fundação MS. O pesquisador Ricardo Barros explica que o controle químico da praga não tem sido realizado em função da dificuldade de trânsito de máquinas e tratamento na cultura já formada, além do problema da carência do inseticida. Para realizar o controle químico, o produtor deve realizar aplicação aérea ou via equipamento pulverizador autopropelido.Os inseticidas abaixo também são utilizados no controle da lagarta-das-espigas.