Típica da cultura de algodão, essa praga ataca a soja como uma lagarta destruidora de vagens ou, na ausência delas, lagarta desfolhadora. Não ocorre de maneira generalizada e suas infestações atingem apenas alguns talhões da fazenda. Assim, o diagnóstico precoce da praga na área é fundamental para evitar confusões na identificação ou a necessidade de controlar lagartas grandes.
De acordo com a Fundação MS, não existem inseticidas registrados no Ministério da Agricultura para essa praga na soja. No entanto, aplicações de inseticidas seletivos em lavouras de soja têm evitado problemas com a praga em função do intenso parasitismo de ovos por Trichogramma. No algodoeiro, costuma-se utilizar bifentrina, fempropatrina, metomil, spinosad, thiodicarb, profenofós + cipermetrina e indoxacarb.
Características
A coloração da lagarta-das-maçãs varia entre creme, verde, amarelo, pardo e rosa. O inseto é caraterizado por pintas escuras no corpo e cabeça lisa e marrom, sem manchas. Existem duas espécies: Heliothis virescens e Helicoverpa zea. A primeira apresenta micro-espinhos nas pintas salientes do corpo, sendo essa a principal característica de diferenciação. No sexto estágio, o máximo desenvolvimento, a lagarta atinge até 3,5 centímetros de comprimento.
A pupa é marrom e se instala no solo, medindo 18 milímetros de comprimento. Os adultos são mariposas com hábitos noturnos que, durante o dia, escondem-se entre as folhas, e medem entre 25 milímetros e 35 milímetros. As mariposas de H. Virescens têm asas anteriores amarelo-esverdeadas, com três faixas oblíquas. A fêmea apresenta asa posterior mais clara, com a borda lateral escura. Já as mariposas de H. Zea possuem asas anteriores creme, com manchas difusas. Os ovos, depositados isoladamente nas folhas, têm aspecto cilindrico, são amarelo-claro e apresentam estrias radiais finas.