Lagarta-elasmo, principal praga do milho em condições de campo

Uma característica importante para a identificação da lagarta-elasmo é que suas larvas são bastante ativas e saltam quando tocadas

Aline Jesus
Pragas

Considerada uma das principais pragas do milho em condições de campo, a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus) ocorre com maior frequência em solos arenosos sob vegetação de cerrado e em períodos secos após as primeiras chuvas, principalmente no primeiro ano de cultivo.

A praga é uma pequena mariposa e apresenta coloração cinza-amarelada medindo cerca de 20 milímetros de envergadura. Suas larvas aparecem nas folhas, bainhas ou hastes de plantas hospedeiras de acordo com as condições climáticas. Ao alimentar-se das folhas, a lagarta-elasmo desce em seguida para o solo e logo penetra próximo do colo destruindo o ponto de crescimento da planta. Quando estão completamente desenvolvidas, medem cerca de 15 milímetros e apresentam coloração verde-azulada com linhas paralelas marrons, purpúreas e pardo escuras. O ciclo larval da lagarta-elasmo dura em média 21 dias. Neste período as larvas transformam-se em crisálidas, próximo à haste das plantas ou nas proximidades desta no solo, e aproximadamente, após oito dias, emergem os adultos.

O pesquisador Ricardo Barros da Fundação MS verificaram que um dos maiores prejuízos que o produtor pode encontrar na cultura do milho são causados nos primeiros trinta dias após a germinação das larvas. Em consequência do ataque, primeiro ocorre a morte das folhas cujo sintoma é denominado “coração morto”. Nesta fase, o produtor consegue facilmente medir os danos causados pela lagarta-elasmo ao puxar com as mãos as folhas secas do centro que se destacam com  facilidade.

O local de abrigo desta praga localiza-se junto ao orifício de entrada onde há um tubo em que ela constrói com terra, teia e detritos vegetais. Uma característica importante para a identificação da lagarta-elasmo é que suas larvas são bastante ativas e saltam quando tocadas.