A Sociedade Internacional de Transferência de Embriões (IETS) orienta quanto a importância da lavagem dos embriões após a colheita para o controle de artrite encefalite caprina. O objetivo principal desta prática é a remoção dos patógenos aderidos à zona pelúcida.
A Embrapa Caprinos pesquisou, por meio de literaturas, alguns autores que coletaram embriões de cabras infectadas com o Lentivírus Caprino (LVC) e submetendo-os a lavagem. Logo após, as cabras soronegativas receberam os embriões, resultando em cabritos livres da doença até 16 meses de idade, assim como também as receptoras.
A lavagem dos embriões deve ser feita em cinco banhos de PBS acrescido de 50 mg/ml de gentamicina e 0,4% de albumina sérica bovina (BSA). Logo depois, realiza-se dois banhos de tripsina a 0,25%, em uma solução balanceada de Hanks, sem cálcio e magnésio e de pH 7,6 a 7,8 por 60 a 90 segundos. Após o tratamento com tripsina, os embriões são passados por cinco banhos em PBS contendo 2,0% de soro fetal bovino (SFB), e por fim em uma solução de PBS-BSA a 0,4% e gentamicina.
Outro cuidado essencial é manter as receptoras longe de qualquer contato com animais positivos ao LVC, separá-las totalmente das doadoras e não utilizar nenhum instrumento das doadoras nas receptoras.A partir desta experiência, concluiu-se que a transferência de embrião pode ser utilizada como método de controle da Artrite Encefalite Caprina (CAE) que é considerada uma técnica segura para obtenção de crias negativas procedentes de cabras soropositivas ao LVC. Além disso, a transferência de embriões é uma maneira de obter crias de um reprodutor de alto valor genético, sem o risco de disseminação do vírus.
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