Há muitos anos no Brasil, o limão Tahiti atende às exigências do mercado e destinações industriais. Concentrada no Estado de São Paulo, a disseminação da cultura se deve tanto à versatilidade de suas características, quanto ao grande potencial de expansão das exportações para Europa e outros países. Pesquisador do Centro de Citricultura do Instituto Agronômico (IAC), José Orlando de Figueiredo conta que a espécie enfrenta muito bem as pragas mais comuns ao citros.
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— O limão Tahiti é, na verdade, uma lima ácida, que oferece tolerância a várias doenças como o cancro cítrico, declínio, mancha preta, leprose e mosca das frutas. Atualmente com dois clones em uso, apresenta índices de produtividade muito satisfatórios — explica.
Com vírus, o Quebra-Galho produz de 120 a 150 quilos de frutos por ano, enquanto a produção do Peruano (IAC 5) chega a 200 quilos. Diferentes dos outros principalmente por não possuir sementes, o Thaiti se destaca também pela capacidade de adaptação a todo território nacional.
— As condições ideais de plantio dessa lima são o calor e a umidade, então suprindo as eventuais necessidades de irrigação pode ser cultivada em qualquer região do país — diz ele.
Outra importante aplicabilidade do segmento são os óleos essenciais, que servem como aromatizantes de alimentos e ingrediente de perfumaria. Além das propriedades medicinais de estímulo à digestão e efeito antioxidante, a substância também é anti-séptica e pode ser amplamente manipulada nas formulações homeopáticas.
Uma publicação sobre o tema está disponível aos produtores e público em geral através do contato com o Centro de Citricultura. Figueiredo enfatiza ainda que com os custos produtivos semelhantes aos da laranja, o investimento total de produção do limão Tahiti por hectare ao ano está em torno de U$ 1,94, sendo que cada planta consome cerca de U$ 4,76 anuais.