Linha de pesquisa no manejo de doenças da cultura do milho traz benefícios ao produtor

Um conjunto de informações disponíveis para orientar o seu manejo

Margareth Santos
Manejo

Com foco na avaliação das possíveis medidas de controle de doenças na cultura do milho, a Embrapa Milho e Sorgo desenvolve uma linha de pesquisa que visa à integração de ações envolvendo desde o controle químico e os aspectos relacionados às resistências genéticas das plantas até o manejo cultural, que influencia direta e indiretamente o nível de inólucos dos patógenos.

— Esse é um trabalho de fundamental importância, pois inclui os principais procedimentos disponíveis para o manejo de doenças no campo — afirma o pesquisador Rodrigo Veras, um dos coordenadores do projeto.

A ideia é fornecer subsídios aos produtores na questão da resistência, orientando quanto ao uso do controle químico, recomendação de cultivares, procedimentos, rotação de cultura e genótipos, entre outros. Esse conjunto de informações está disponível para os produtores com o objetivo de reduzir os insumos e incrementar a sustentabilidade.

— Os resultados obtidos até o momento servem para fortalecer nossas indicações sobre os fungicidas, como e quando aplicar, quais materiais necessitam da aplicação e os que respondem ou não a esta aplicação. Dessa forma é possível executar uma determinada estratégia de manejo — explica.

O estudo também identifica as fontes de resistências às principais doenças, repassando-as ao setor de melhoramento genético, com a intenção de gerar materiais mais tolerantes e disponibilizá-los no mercado. Além disso, o experimento incentiva a rotação de culturas como forma de evitar o aumento de doenças. E o que o produtor ganha com isso? Redução dos custos de produção e sustentabilidade da sua lavoura.