Aconteceu ontem o lançamento da campanha LEM APP 100% Legal, que vai incentivar a recuperação de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) degradadas do município. A cerimônia aconteceu no Centro de Treinamento do Sindicato dos Produtores Rurais de LEM e contou com a presença do secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eugênio Spengler, e do prefeito de LEM, Humberto Santa Cruz, entre outras autoridades.
“A iniciativa é importante porque garante as políticas de conservação voltadas para quantidade e qualidade dos recursos hídricos, aponta para um processo de mobilização e educação dos produtores rurais, que serão chamados a manter conservadas as Áreas de Preservação Permanente (APP) existentes, e também pode servir como um modelo a ser replicado para todos os municípios baianos”, disse Spengler.
Com a realização da prefeitura de LEM, do Instituto Lina Galvani e da Conservação Internacional (CI-Brasil), e parceria da Monsanto, a campanha “LEM APP 100% Legal” vai incentivar o cumprimento do Código Florestal, que protege as APPs, além de fornecer apoio técnico e científico para que os produtores rurais e as comunidades tradicionais promovam a recuperação das áreas degradadas. A meta para o primeiro ano da campanha é restaurar 2 mil hectares de vegetação nativa em áreas de APPs (topos de morro ou às margens de cursos d´água).
A campanha também conta com o apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), do Sindicato Rural de LEM e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).
A Prefeitura de Luis Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Meio Ambiente e do Instituto Lina Galvani, fará o diagnóstico e o monitoramento das áreas de APPs degradadas do município. Com base no diagnóstico, a Secretaria de Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Lina Galvani, apoiará os produtores que voluntariamente queiram aderir ao programa e queiram assumir a responsabilidade de recuperar suas áreas degradadas.
"Com a recuperação das Áreas de Preservação Permanente degradadas em LEM, atingiremos 100% de conservação. Isso demonstra o compromisso do governo municipal com a gestão ambiental. É perfeitamente possível conciliar agronegócio e meio ambiente. Além disso, está previsto o pagamento financeiro, com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente, aos pequenos produtores que coletarem sementes de espécies nativas do Cerrado", afirmou o prefeito de LEM, Humberto Santa Cruz.
Uma equipe de técnicos especializados do Instituto Lina Galvani e da Secretaria de Meio Ambiente de LEM promoverá visitas para diagnosticar as áreas e identificar quais as técnicas a serem utilizadas para a recuperação caso a caso. “Em muitos locais, talvez seja necessário apenas fazer o isolamento da APP. Nas áreas onde o plantio de mudas for recomendado, o Parque Fioravanti Galvani, do Instituto Lina Galvani, disponibilizará espécies nativas do Cerrado. Haverá acompanhamento técnico após o plantio a fim de assegurar que as margens dos rios e nascentes sejam recuperadas, fortalecendo a disponibilidade hídrica dos rios de LEM”, afirma Mariângela Pinho, coordenadora do Parque Fioravanti Galvani.
Já no primeiro ano da campanha está previsto o fornecimento pelo Parque Fioravanti Galvani de 20 mil mudas de espécies nativas do Cerrado. A produção das mudas também promoverá a geração de renda para moradores de comunidades tradicionais por meio da coleta de sementes nativas na região, sendo esta uma das atividades prevista na campanha.
A gerente de sustentabilidade da Monsanto, Gabriela Burian entende que esta é uma oportunidade única para reunir ONGs ambientais, empresas do agronegócio, poder público e instituições de ensino e pesquisa em prol da recuperação de áreas relevantes para a conservação. “A integração entre os diferentes setores com agricultores garantirá a perenidade e o sucesso de uma melhor conservação aliada à maior produtividade na região.”
Próximas ações - O primeiro ano da campanha contará também com outras atividades como a formação de uma rede de coletores de sementes e o Festival das Sementes, uma ação de educação ambiental que será desenvolvida em duas escolas rurais com parceria da Secretaria de Educação de LEM e o Instituto Lina Galvani. Além disso, a CI-Brasil e o Instituto Socioambiental (ISA) vão promover treinamentos em recuperação de áreas degradadas, formação especializada de multiplicadores e promoção de conhecimento técnico e científico na região oeste da Bahia sobre o tema de restauração.
“Por meio de um arranjo institucional que envolve várias esferas governamentais, empresas privadas, ONGs e organizações de produtores rurais, a Campanha LEM APP 100% Legal beneficiará diretamente os produtores rurais que queiram adequar suas propriedades à legislação ambiental vigente, e pode ser um modelo a ser replicado em todo o estado da Bahia e até em outros estados”, afirmou Valmir Ortega, diretor do Programa Cerrado Pantanal da CI-Brasil, também presente ao evento.
Monsanto
Cláudia Santos- (11) 3817-7925 - [email protected]
Everton Vasconcelos - (11) 3817-7947 - [email protected]
Ana Beatriz Paschoal - (11) 3817-7938 – [email protected]
Sobre a Prefeitura de Luis Eduardo Magalhães:
Localizado no oeste da Bahia, no entroncamento da BR-020 com a BR-242, o município de Luís Eduardo Magalhães é reconhecido atualmente como um dos mais importantes pólos do agronegócio do Brasil. São cultivados, no município, mais de 270 mil hectares. O plantio da soja ocupa uma área superior 175 mil. Seguem-lhe em importância as culturas de milho, algodão e frutas do tipo exportação. Desde a sua emancipação política, há onze anos, houve um crescimento em mais de 150% da sua população. A Prefeitura Municipal de Luis Eduardo é administrada pelo engenheiro e empresário Humberto Santa Cruz, que vem promovendo importantes obras de infraestrutura e reformando as áreas de educação e saúde pública, sem esquecer dos investimentos em segurança pública. O forte potencial agrícola atraiu para o município quase 4 mil empresas das áreas industrial, de comércio, prestação de serviços, quatro grandes bancos, além de empresas autônomas. No Centro Industrial do Cerrado CIC, que ocupa área de 260 hectares (ou 3,1 milhões de metros quadrados) na cidade, há 68 empresas, sendo 27 instaladas e 41 em instalação. Essas indústrias, quando estiverem produzindo a plena capacidade, terão gerado 5 mil empregos diretos. Para mais informações sobre a Prefeitura Municipal de Luis Eduardo Magalhães, visite: www.luiseduardomagalhaes.ba.gov.br
Sobre o Instituto Lina Galvani:
O Instituto Lina Galvani (ILG) é um Instituto Empresarial Familiar nascido em 2003 dentro do Grupo Galvani, inspirado nos valores da matriarca da família, D. Lina Galvani. Em 2004 recebeu o certificado de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Tem a missão de contribuir para a melhoria da qualidade de vida nas localidades onde a Galvani atua, identificando e apoiando os processos que levem ao desenvolvimento comunitário. Tem como linha de trabalho evidenciar o potencial dos atores locais, para que percebam o seu papel no desenvolvimento da comunidade. Por isso, ao invés de fazer pelo outro, o ILG tem como princípio fazer com o outro, visando a autonomia e fortalecimento local, guiando o processo de crescimento de maneira singular, desenvolvendo projetos que levam em conta as demandas e respeitando as características específicas de cada da região. Para mais informações sobre o Instituto Lina Galvani, visite www.linagalvani.org.br
Sobre a Conservação Internacional:
A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo. Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de unidades avançadas em Campo Grande-MS e Caravelas-BA. Para mais informações sobre os programas da CI no Brasil, visite: www.conservacao.org e www.conservation.org
Sobre a Monsanto:
A Monsanto é uma empresa dedicada à agricultura. Pioneira no desenvolvimento de produtos com tecnologia de ponta na área agrícola – herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas –, a Monsanto busca soluções sustentáveis que proporcionem aos agricultores produzir mais, conservar mais e melhorar vidas. Para isso, investe anualmente mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e compartilha seu conhecimento com produtores para ampliar o seu acesso a modernas tecnologias agrícolas, especialmente em países pobres e em desenvolvimento.
A Monsanto está presente no Brasil desde 1963. Em 2010, destinou R$ 6 milhões à sustentabilidade com diversos projetos socioambientais em todo o País, realizados em 90 cidades, de 12 estados brasileiros. Mais de 200 mil pessoas foram beneficiadas. Além da distribuição gratuita de 60 mil livros, também foram realizadas 200 palestras sobre conscientização ambiental e plantadas 2,2 mil árvores, com a participação de 30 mil crianças de todas as regiões do país.
A Monsanto faturou R$ 2,048 bilhões no Brasil em 2010, produzindo e comercializando a linha de herbicidas Roundup, sementes de soja convencional (Monsoy) e geneticamente modificada (Roundup Ready®), sementes convencionais e geneticamente modificadas de milho (Agroeste, Sementes Agroceres e Dekalb), sementes de sorgo, algodão (Deltapine) e, ainda, sementes de hortaliças (Seminis e De Ruiter). Em novembro de 2008, passou a atuar no mercado de cana-de-açúcar, com a aquisição das empresas Canavialis e Alellyx, do Grupo Votorantim. Em fevereiro de 2009, a Monsanto adquiriu os 49% restantes da MDM, reforçando sua posição no mercado de algodão. Para mais informações sobre a Monsanto, visite: www.monsanto.com.br