Apesar de 98% da produção nacional estar concentrada nas regiões Sul e Sudeste, a maçã tem recebido atenção em áreas semiáridas do país. O pesquisador Paulo Roberto Coelho Lopes é o responsável pelo projeto “Introdução e avaliação de cultivos alternativos para as áreas irrigadas do semiárido brasileiro”, que analisa a produtividade da macieira em regiões de déficit hídrico e altas temperaturas. O objetivo é justamente superar as condições climáticas e oferecer mais oportunidades de plantio aos agricultores.
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O estresse hídrico |
Outras culturas também foram selecionadas, sempre com o foco na rentabilidade econômica. Das macieiras avaliadas no campo experimental da Embrapa Semi-Árido, foi detectada uma variedade menos vulnerável ao calor, que exige temperatura em torno de 7°C para brotação. Já no Vale do São Francisco, onde está situado o polo de fruticultura irrigado, a temperatura mínima durante o inverno varia de 18ºC a 20°C.
Paulo Roberto explica que, para induzir a brotação e floração, são utilizados produtos químicos já conhecidos em outras plantações, como de uva e maçã no Rio Grande do Sul. A intenção é fazer com que os produtos auxiliem o desenvolvimento da planta diante do estresse hídrico das regiões do Nordeste do Brasil.
Atualmente, são realizadas avaliações do desempenho das variedades de macieira implantadas. Com a pesquisa, ainda em fase preliminar, já foi possível observar que algumas cultivares já apresentaram frutos de boa qualidade. Paulo Roberto conta que, em 2008, foi feita a primeira colheita, a título de observação. Dentre as cinco variedades aplicadas, duas mostraram resultados promissores. Em 2009, na segunda colheita, os mesmos exemplares superaram o índice de frutificação do ano anterior.
O pesquisador apresentou os trabalhos com o cultivo irrigado da macieira em Dia de Campo promovido no dia 20 de novembro em Petrolina (PE).
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Os trabalhos foram |

