Mandioca: controle curativo não resolve

Uso de variedades resistentes e seleção rigorosa dos materiais de plantio e rotação de cultura são as melhores formas de combater bactérias ou fungos

Juliana Royo
Sanidade Vegetal

Existem três graves doenças que afetam a mandioca no Paraná, causadas por fungos ou bactérias, e podem causar até a perda total da produção. A principal delas é uma bacteriose foliar conhecida como murchadeira, que pode gerar de 10% a 50% de perdas de produtividade. Este também é o estrago que o superalongamento pode causar, uma doença fúngica que está ganhando força no Estado. Outros problemas para os produtores paranaenses são a antracnose e a podridão radicular, que aparece com força principalmente em épocas de muita chuva, como no ano passado.

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— No caso das doenças foliares, como a murchadeira, o controle principal é pelo uso de variedades tolerantes ou mais resistentes. Uma outra forma de combate que ajuda muito o produtor é selecionar adequadamente o material de plantio, os visivelmente com problemas tem que ser descartados. Com relação à parte de podridão de raízes, o melhor manejo que o agricultor faz é a rotação de culturas e o preparo mais adequado ao terreno, principalmente a problemas de compactação porque ela ocasiona acúmulo de água que causa a podridão radicular. Até agora não existem formas eficientes de controle curativo — explica o pesquisador Mario Takahashi, do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná).

Ele diz que a variedade mais recomendada contra a bacteriose é a fécula branca, que é plantada com sucesso no Estado. Takahashi destaca que uma dica importante para os produtores é que eles reservem uma parte da propriedade para terem o próprio viveiro de mudas. Dessa forma, eles podem escolher melhor materiais de boa qualidade. Ele ensina que a proporção do viveiro dentro do terreno deve ser de um para quatro, ou seja, para cada hectare de viveiro ele consegue plantar quatro hectares de lavoura mandioca.