Manejo alimentar requer planejamento

Produtor rural deve observar condições de mercado, preço dos insumos e condições da fazenda em termos de estrutura

Kamila Pitombeira
Nutrição Animal

O manejo alimentar é um dos principais cuidados que o produtor rural deve ter na fase de recria dos bovinos. O uso de suplementação, assim como a boa qualidade da pastagem, promove o bom desenvolvimento do rebanho e o consequente lucro para o pecuarista. No entanto, os produtores precisam analisar cada característica do rebanho e da propriedade rural antes de definir sua estratégia alimentar.

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Segundo Alexandre Pedroso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste toda fase de recria pressupõe que o animal seja mantido em pastagens. Portanto, o mais importante é ter a pastagem em boas condições.

Normalmente, de acordo com ele, a fase de recria ocorre no verão, onde os animais ficam em torno de 90 e 100 dias em condições de pasto, recebendo ou não suplemento concentrado. O intuito é levar esses animais a um peso no qual eles possam ser terminados em confinamento ou em pasto.

— Isso também pode ser feito no inverno, dependendo de quando os animais são desmamados. Pelo menos parte da recria será feita no período de seca, mas o fundamental é ter forragem em boas condições — afirma o pesquisador.

Ao optar pelo uso de suplementos, Pedroso diz que existe uma gama deles no mercado brasileiro. Se o manejo é feito em pastagem de águas, por exemplo, quando normalmente o pasto tem boa qualidade, o pesquisador conta que a melhor estratégia é trabalhar mais com suplementos energéticos. Já se o manejo é feito em condição de seca, é preciso lançar mão, ao fazer a suplementação com concentrados, de alimentos mais protéicos, como a ureia, farelo de soja ou de algodão.

— Para definir a melhor estratégia de suplementação, o produtor rural deve observar primeiramente as condições de mercado, ou seja, o preço dos insumos, as condições da sua fazenda em termos de estrutura e o que ele fará com o animal após a recria — orienta ele.

Ainda de acordo com o pesquisador, o produtor rural precisa observar o preço de arroba, o custo de insumos e sua capacidade gerencial para suportar uma determinada estratégia. Já quando o assunto é a parte econômica, Pedroso afirma que o uso de suplementação costuma ser viável.

— Na maior parte das situações, o uso de suplementação é viável economicamente, desde que o pecuarista seja eficiente ao usar os suplementos, ou seja, ele deve fazer com que o animal possa ter o máximo aproveitamento dos alimentos utilizados — explica.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Pecuária Sudeste através do número (16) 3411-5600.