Conhecida como a doença mais destrutiva da cultura do citros, o greening é causado por uma bactéria e é disseminado nos pomares por um inseto vetor, o psilídeo Diaphorina citri. A doença é temida por muitos agricultores porque uma vez que a planta é infectada, não há cura. Isso porque não existe nenhum produto ou componente químico no mercado para o combate do problema. No entanto, há algumas medidas preventivas para que os produtores rurais possam conviver com ela sem afetar a produção. Entre elas, a principal é o manejo coletivo, já que ela é espalhada por insetos.
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Segundo Marcelo Miranda, pesquisador do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a partir do momento em que a planta é infectada, as folhas se tornam amareladas e podem cair, além de uma intensa queda de frutos.
— Quando a planta é muito nova, em alguns meses ela já não será mais produtiva. Já em uma planta mais velha, alguns meses depois, ela já se torna improdutiva — afirma o pesquisador.
Para identificar os sintomas, ele diz que é importante fazer vistorias regulares na propriedade. Miranda cita que no Estado de São Paulo, por exemplo, existe uma lei segundo a qual os produtores devem fazer quatro vistorias durante o ano para verificar a presença da doença. No entanto, existem ainda práticas de manejo para conviver com o problema.
— Em primeiro lugar, deve-se utilizar mudas sadias certificadas. A segunda prática é remover a planta quando ela já apresenta os sintomas da doença. Já a terceira medida é o controle do inseto vetor por meio de inseticidas — explica ele.
De acordo com o pesquisador, quando um produtor realiza essas medidas isoladamente, ou seja, sem a colaboração dos vizinhos, ele não obtém o sucesso esperado porque os insetos portadores da bactéria vêm dos pomares adjacentes e inoculam a doença no pomar desse agricultor, mesmo com a utilização de práticas de manejo adequadas.
— Os resultados mais interessantes já observados são quando essas práticas de manejo são aplicadas regionalmente, ou seja, os produtores vizinhos trabalhando em conjunto — conta.
Miranda explica que se o produtor não toma as devidas medidas de controle, a doença pode afetar até 100% da produtividade do pomar. Isso porque quando ele não elimina as plantas doentes, essas plantas passam a ser fontes de inóculo. Portanto, os produtores que não adotam essas medidas, acabam perdendo os pomares. Segundo a Fundecitrus, o ideal é que seja estabelecido um período único para a aplicação de toda a vizinhança.
— O que temos observado principalmente na região central de São Paulo, onde surgiram os primeiros relatos da doença, é que grande parte dos citricultores que não acreditaram muito nessas medidas já saiu da produção de citros. Já os que mantiveram esse trabalho desde o início, continuam na atividade. Essa doença depende da união dos produtores e o combate surte mais resultado quando é feito coletivamente — afirma.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Fundecitrus através do número (16) 3301-7000 ou 0800-11-2155.
