Manejo correto de fósforo: 100% de aproveitamento na rotação milho e soja

Técnica garante qualidade e eficiência produtiva no Cerrado

Nivea Schunk
Nutrição Vegetal

Experimentos a cargo do pesquisador Djalma Martinhão, da Embrapa Cerrados, demonstram que é possível utilizar fertilizantes fosfatados a lanço em lavouras rotacionadas de soja e milho. Diretamente ligada ao manejo adotado, a ineficiência da aplicação de fósforo pode estar relacionada à escolha da fonte, manipulação ou preparo do solo. Em Sistema de Plantio Direto e sob condições adequadas de rotação de culturas e plantas de cobertura, o aproveitamento da substância chega a 100% na região.

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Martinhão explica que a possibilidade de antecipar a adubação utilizando as máquinas na época do plantio apenas para semear confere maior qualidade e eficiência ao processo produtivo. Com observações de campo conduzidas também em propriedades agrícolas, atualmente, os quatro ensaios de maior controle datam de pelo menos 11 anos e ficam nas fazendas experimentais da unidade.

— Estamos investigando fontes alternativas e comparando sempre a uma fonte tradicional como o superfosfato triplo. São os fosfatos naturais reativos mais comercializados no Brasil, como fosfato de Arad, de Gafsa, de Daoui, de Marrocos e Carolina do Norte. O objetivo é o uso mais eficiente de um recurso natural não renovável. A durabilidade mundial de reservas de fósforo está prevista para 350 anos — conta o pesquisador.

Enquanto os fertilizantes solúveis precisam ser acidificados para granular, o material natural dispensa maiores tratamentos, necessitando apenas ser peneirado para chegar ao produtor rural. No entanto, segundo o pesquisador, o desempenho satisfatório do insumo elevou os preços de mercado nos últimos anos.

— Quando começamos a trabalhar com o elemento químico nessa forma, o valor da tonelada ficava entre entre U$ 50 e U$ 80. Hoje, o preço fica em torno de U$ 250 a U$ 300. Depois que provamos a eficiência, o custo entre os dois tipos de fertilizantes se equiparou — revela.

"O objetivo é o uso
 mais eficiente de
 um recurso natural
 não renovável"


 Djalma Martinhão,
 da Embrapa Cerrados