Manejo correto é a melhor saída para controlar a buva

O produtor precisa adotar a rotação de culturas e a cobertura vegetal associadas ao controle químico

Monique Dutra
Sanidade Vegetal

A prevenção é a melhor maneira de evitar a buva, praga que vem causando uma drástica diminuição na produtividade da soja. O nome buva se refere a um grupo composto por mais 50 espécies de plantas daninhas, do gênero Conyza, que nascem no período da entressafra e infestam a lavoura quando não há controle adequado. Em função do aumento significativo da incidência da praga no Mato Grosso do Sul, especialmente no sul do estado, as invasoras geram preocupações a pesquisadores, técnicos e produtores da região.

"A planta é difícil de
 ser controlada, por 
 isso uma ação só
 não é suficiente"


 Dionísio Gazzieiro,
 Embrapa Soja

De acordo com o pesquisador Dionísio Gazzieiro, da Embrapa Soja, essa planta daninha vem se tornando um dos principais problemas da culura de soja do Brasil. Ele atribui a dificuldade dos produtores de conter a invasora a três fatores: fazer safrinha de milho, deixar áreas em pousio e usar continuamente agrotóxicos com o mesmo mecanismo de ação. Existem várias fatores que podem agravar esse quadro. Entre eles, estão a resistência da planta aos defensivos, o tamanho das plantas e a peridiocidade da aplicação de herbicidas.

— A questão é fácil de ser resolvida, basta o agricultor fazer rotação de cultura e usar outras espécies como milho e o milheto para fazer coberturas em associação com o controle químico.  Uma ação só não é suficiente. A planta é difícil de ser controlada. As sementes são muito pequenas e a disseminação delas é muito fácil. Devido a isso, o agricultor deve fazer o controle mesmo quando tiver uma quantidade pequena de plantas na lavoura. O sojiculturista não deve deixar aumentar. Para conseguir eliminá-la, a ação deve ser feita por todos os produtores da comunidade — conclui Gazzieiro.