Manejo da fertilidade e domesticação da macaúba

A análise de nutrientes nas folhas é uma das maneiras de se gerar conhecimento para o manejo da fertilidade e domesticação da palmeira macaúba, espécie comum no cerrado goiano

Redação
Adubação

 Embora seja uma espécie comum no cerrado goiano, a palmeira macaúba (Acrocomia sp.) possui poucos estudos em relação a indicação e práticas de adubação e calagem. Para tanto, uma das maneiras de se gerar conhecimento para o manejo da fertilidade e domesticação da espécie é a análise de nutrientes nas folhas.
 
Pensando nisso, a Universidade Federal de Goiás conduziu um estudo com o objetivo de avaliar as concentrações de nutrientes nas folhas de macaúba nativas e avaliar as diferenças na concentração destes em plantas com e sem inflorescência.
 
As plantas foram escolhidas ao acaso na região de Santa Cruz de Goiás. Foram selecionadas seis plantas que estavam em pleno florescimento e seis plantas que não apresentavam inflorescência. As amostras foram coletadas em novembro de 2007 com o auxílio de um “podão”.
 
Após a coleta e identificação, em campo, as folhas foram levadas para a Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade. Foi retirado o terço central da folha, seus folíolos separados do eixo da folha com uma faca e lavados em água corrente, posteriormente, em água destilada.
 
Os folíolos foram colocados para secar em estufa a 60ºC por 72 horas e, posteriormente, triturados. As análises foram realizadas em laboratório.
 
Os teores de potássio foram determinados por fotometria de emissão de chama; os de cálcio, magnésio, zinco, cobre, ferro e manganês, por espectrofotometria de absorção atômica; os teores de fósforo e enxofre por espectrofotometria; e o teor de nitrogênio pelo método Kjeldal.
 
Como não existem níveis críticos de nutrientes em tecido foliar para a macaúba, estes foram comparados entre as plantas destas com e sem inflorescência e, entre estas e o coqueiro (Cocos nucifera).
 
As amostras das plantas floridas obtiveram uma maior concentração nos nutrientes fósforo, cálcio, cobre, manganês, zinco do que os encontrados nas folhas de plantas não floridas. Já os nutrientes nitrogênio, potássio, magnésio e enxofre não diferiram estatisticamente entre as plantas floridas e as não floridas, sendo que, as avaliações feitas mostraram que a macaúba não se comporta como as demais palmeiras comerciais.
 
O estudo da Universidade Federal de Goiás concluiu que são necessárias maiores avaliações do estado nutricional da espécie, tanto no que concerne a diferentes folhas dentro da planta, quanto de diferentes posições de folíolos dentro da folha.