Manejo de pragas na cultura da videira através da bioecologia

Evento traz informações para os produtores rurais da Região Sul do País, no intuito de difundir informação e diminuir o uso de produtos químicos na contenção de predadores

Breno Fonseca
Manejo

Durante o 2° Workshop de Atualização em Manejo Integrado das Pragas da Videira os técnicos envolvidos na produção da uva irão receber informações sobre como controlar os predadores na cultura. O evento será realizado no dia 12 de novembro, em Bento Gonçalves (RS), a partir da iniciativa da Embrapa Uva e Vinho. O foco é, basicamente, a mosca-das-frutas, a traça-dos-cachos e os ácaros que atacam as videiras.

Organizador do workshop, o pesquisador Marcos Botton comenta que a necessidade de repassar conhecimento aos profissionais que atuam no campo surgiu a partir do monitoramento anual de produtos químicos realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2008, 33% das amostras colhidas para análise apresentaram resíduos não autorizados, sendo que 100% eram de inseticidas. Por conta disso, o evento foi dividido em dois módulos este ano. Na segunda fase, os participantes poderão reconhecer as espécies pragas com a finalidade de racionalizar o uso de produtos químicos nas plantações.

Técnicos receberão
treinamento em labo-
ratório para identificar
pragas que atacam
as videiras

Marcos Botton explica que, no primeiro momento do encontro, será discutida a questão de monitoramento de mosca-das-frutas nas videiras, com a caracterização dos danos causados pela espécie, a relação entre o ataque de insetos e o apodrecimento nas culturas, a mostragem de estratégias de controle e o controle das traças-dos-cachos através do emprego de feromônios. Outro ponto destacado pelo pesquisador é a parte prática do workshop, com a diferenciação entre ácaros fitófagos e predadores, com o combate às pragas sem produtos que destruam o meio ambiente.

— A ideia do nosso trabalho como entomologista é que esses participantes dos workshops tenham um contato permanente conosco para troca de informações. O profissional vai ao treinamento, identifica a praga e os inimigos naturais, e no dia-a-dia entre em contato conosco, discute e isso pode ser a razão de  novos projetos de pesquisa – finaliza Giovani.