
O desempenho de qualquer sistema de produção de leite está diretamente relacionado às condições sanitárias e nutricionais do rebanho. A criação de bezerros é uma das fases mais críticas e determinantes sobre o futuro de uma fazenda com exploração leiteira, pois esta é uma etapa de custos elevados devido às altas taxas de morbidade e mortalidade, aos altos custos do aleitamento (leite ou sucedâneo) e custos com mão de obra, traduzindo-se desta forma, em uma etapa de alto risco financeiro. Na fase de cria, principalmente do nascimento a desmama, são registrados o maior número de perdas por mortes e gastos com tratamentos.
O bezerro recém-nascido é especialmente vulnerável, o que faz com que tenhamos que nos preocupar com o mesmo desde o período pré-parto. Próximo ao parto (em torno de 21 dias antes da data prevista) os animais devem ser levados ao piquete ou baia maternidade. O objetivo deste procedimento é iniciar a dieta de transição (preparar a vaca para uma nova lactação) e o acompanhamento do parto. Este local deve ter boas condições de higiene, ser localizado próximo às instalações para permitir boa alimentação, observações freqüentes e assistência nos casos onde ocorram problemas. Piquetes limpos, sombreados, secos e com boa cobertura vegetal são ótima opção para maternidade.
Logo após o parto dois procedimentos tornam-se de fundamental importância: o fornecimento do colostro e a cura de umbigo. Por não receber anticorpos via placenta, deve-se garantir ao bezerro (a) um bom processo de colostragem que garanta uma quantidade adequada de colostro, com um nível conveniente de anticorpos e que seja fornecido no momento certo (deve-se induzir o bezerro a mamar o mais rápido possível após o nascimento, fornecendo-se no mínimo 2 Kg de colostro de primeira ordenha após o parto, durante as primeiras seis horas de vida).
A cura de umbigo deve ser realizada imediatamente após nascimento com tintura de iodo (7 a 10%), sendo este procedimento repetido por três dias consecutivos. O objetivo da cura do umbigo é a desidratação do coto umbilical com o colabamento dos vasos sanguíneos e do úraco.
As onfalopatias e suas conseqüências são responsáveis por altas taxas de mortalidade em bezerros e os animais que não vão a óbito, têm perdas de aproximadamente 25% no seu desempenho produtivo em relação a outros animais da mesma idade.
A correta criação de bezerros envolve desafios, dentre eles destacam-se o controle das principais enfermidades como diarréia, afecções do umbigo, pneumonia e tristeza parasitária bovina.
Os pontos-chave para a prevenção de doenças em recém nascidos são a transferência de imunidade passiva através do colostro e a diminuição da exposição aos patógenos do ambiente (cura de umbigo correta e instalações limpas). O conhecimento das principais enfermidades que acometem bezerros é imprescindível para o estabelecimento de medidas preventivas (calendário sanitário) e curativas (protocolos de tratamentos) a serem instituídas visando um sistema de criação simples, econômico e eficiente.
A Vallée sempre preocupada com o desenvolvimento da pecuária possui em sua linha produtos que visam tanto a prevenção como a cura das principais enfermidades que acometem os rebanhos brasileiros. Na prevenção de enfermidades possui as vacinas obrigatórias (Bovicel, contra Febre Aftosa, Brucelina® B-19 contra a Brucelose e Raivacel® Multi contra a Raiva) e as voluntárias (Poli-Star® e Poli-R® contra as Clostridioses e Lepto-bov®-6 contra a Leptospirose). Na cura das enfermidades possui diversos protocolos de tratamentos com uma linha completa de terapêuticos, antiparasitários e suplementos.