Manejo do solo no sistema de produção orgânico de hortaliças

Embrapa Hortaliças apresenta fontes orgânicas de nutrientes e a não utilização de fertilizantes químicos de alta solubilidade. O manejo do solo no sistema orgânico é também importante, mantendo-se práticas conservacionistas

Redação
Manejo

O manejo orgânico prevê práticas que proporcionem a manutenção e a melhoria da qualidade do solo. É defendido, por exemplo, o aumento dos teores de matéria orgânica e da atividade biológica. Quanto a este aspecto, uma das maneiras de se repor ou adicionar matéria orgânica ao solo é a utilização de estercos animais. No caso da produção de hortaliças, são utilizados estercos de aves, bovinos, eqüinos ou caprinos.

É preciso lembrar que não se deve utilizar esterco de suínos na produção de hortaliças, pois algumas doenças que acometem os porcos podem ser transmitidas ao homem ao ingerir alimentos contaminados. Os estercos animais são material orgânico de fácil decomposição e, por isso, são degradados rapidamente, principalmente, o esterco de aves. Assim, seu principal benefício é o suprimento de nutrientes às culturas.
 
Outros materiais, provenientes da própria fazenda ou de agroindústrias, também podem ser boas fontes de matéria orgânica, sendo utilizados puros ou junto com os estercos em compostagem. Dentre esses materiais, podem-se citar alguns exemplos: palhas de milho, aveia, arroz, feijão e café; capim gordura, capim guiné, capim meloso, entre outros capins; serragem de madeira; bagaço de cana; tortas de algodão e de mamona.
 
A compostagem é uma maneira mais eficiente de se utilizar os estercos e também o material volumoso (capins, resíduos vegetais). É um processo de decomposição “forçada” da matéria orgânica em ambiente aeróbico (na presença de ar). O material é empilhado em camadas, geralmente na proporção de três pilhas de volumoso para uma pilha de esterco, e é revirado de 15 em 15 dias, quando é também umedecido.
 
Como resultado, obtém-se, após um período aproximado de 90 dias, um produto parcialmente mineralizado, ou seja, mais eficiente como fonte de nutrientes para as culturas, e higienizado. O composto também apresenta outra vantagem em relação ao esterco não compostado: por ter um volumoso em sua formação, geralmente, palhada e capim permanecem mais tempo no solo, funcionando também como um condicionar físico e melhorando sua estrutura.
 
Além de priorizar fontes orgânicas de nutrientes e a não utilização de fertilizantes químicos de alta solubilidade, o manejo do solo no sistema orgânico preconiza a manutenção de cobertura vegetal sobre o solo, a adubação verde, o cultivo mínimo, o plantio direto, entre outras práticas conservacionistas. Para saber mais sobre esses assuntos, confira na íntegra o documento da Embrapa Hortaliças.