
Ao adquirir um cavalo ou iniciar uma criação de eqüinos, o proprietário deve preocupar-se com o bem-estar de seus animais para que eles desempenhem de forma natural sua função no trabalho das fazendas ou nas competições do segmento. Começar com um planejamento organizacional da hípica e o estabelecimento de um calendário sanitário é o início do processo que garantirá ao criador o sucesso em seu empreendimento.
Inicialmente, é preciso atentar para um ambiente espaçoso, o que promoverá o conforto do animal. As cocheiras devem ter dimensões suficientemente grandes, permitindo uma boa circulação de ar, evitando o excesso de umidade, altas concentrações de gás carbônico e poeira, além de contribuir com a termorregulação do organismo do animal.
Outro detalhe importante é a escolha das portas das cocheiras. Elas facilitam a ventilação e a iluminação dos estábulos. O contato do animal com o ar livre diminui a incidência de doenças respiratórias, além de aliviar o tédio dos cavalos e, consequentemente, os vícios de estabulação. O cocho deve ser arquitetado de forma que suas dimensões dificultem a ocorrência de ferimentos e permita uma boa preservação do animal. Sendo assim, os materiais ideais para a estrutura são a alvenaria, fibra de vidro e plástico.
A cama do cavalo precisa ter bom acolchoamento, possuir absorvência, não fazer poeira, não ser palatável e/ou abrasiva e, ainda, deve cobrir as laterais inferiores da parede. Dentre os materiais disponíveis, a maravalha está mais próxima do ideal por facilitar o manejo. A troca da cama deve ser feita diariamente.
Uma boa limpeza impede a proliferação de parasitas, insetos e organismos nocivos que causam doenças em cavalos. O estábulo deve ser varrido e os restos de alimento, terra, areia e cama devem ser removidos todos os dias mantendo o ambiente limpo. A água para o consumo deve ser sempre limpa. A escovação da pelagem é outro hábito que traz benefícios à sanidade dos equinos, pois permite a eliminação de ovos de parasitas.
Já a coleta de esterco é o método mais eficaz para prevenir problemas. Tanto os excrementos sólidos quanto líquidos devem ser retirados no mínimo duas vezes ao dia e separados em sacos para posterior eliminação. Uma técnica de manejo bastante recomendada é o gradeamento. A ideia é desmanchar os montes de dejetos e destruir os ovos de parasitas ao expô-los aos elementos naturais.
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A vacinação é a maneira mais eficaz para combater e infecprecaver moléstias ciosas nos equinos. A aplicação programada protege os animais em longo prazo contra novas agressões. No entanto, esta defesa acaba se uma nova dose não for aplicada. O planejamento de um calendário sanitário auxilia neste sentido, pois a vacinação é uma ação periódica. Quando feita de forma coletiva e preventiva permite a limitação da proliferação viral, evitando perdas econômicas ao criador e a morte de animais. A ação deve ser realizada sob a supervisão de um médico veterinário pois só este profissional saberá enfrentar eventuais situações adversas.
Outro problema sanitário e desafiador é o controle de verminoses. Todos os equinos são vítimas em potencial, sendo os potros a categoria mais prejudicada. A eliminação constante de ovos nas fezes determina uma intensa contaminação de pastagens e instalações. É importante observar a eficácia dos vermífugos. Ao escolhê-lo, o criador deve estar atento a amplitude da margem de segurança, espectro e grau de dificuldade na aplicação.
Ao programar as dosificações para o controle dos helmintos deve ser levado em consideração a população de cavalos, a lotação utilizada, idade, sexo e a carga parasitária. A rotação de pastagem e manejo do esterco deve ser coordenada com o programa para que o mesmo seja efetivo.
O inimigo mais prejudicial entre todos os parasitas internos é o grande estróngilo, uma categoria de vermes que se alimenta do sangue do cavalo e afeta principalmente o intestino e paredes das veias e artérias. O ciclo de vida deste helminto começa no interior do cavalo, quando um adulto coloca seus ovos no intestino grosso do animal. Os ovos microscópicos saem do cavalo por meio das fezes.
Ao eclodir dos ovos, os pequenos vermes ainda não representam perigo. No entanto, em menos de uma semana (ou mais tempo durante a época de frio), os parasitas se tornam larvas e estão em um estágio que permite a sua volta ao hospedeiro (o cavalo). Esta volta se dá pela alimentação, pois costumam ir para as extremidades das folhas de grama sendo ingeridos durante o pastejo do cavalo. Um tratamento adequado possibilita aos equinos o alcance máximo de seu desempenho potencial e, principalmente, em casos de animais atletas, reduz a incidência de cólicas verminóticas. Em potros, o tratamento permite um crescimento harmonioso, contínuo e compatível com os padrões raciais.
Nas éguas, o principal objetivo do tratamento das matrizes é reduzir a contaminação dos potros. É fundamental que o produto escolhido para a égua gestante não cause risco de vida ao feto, sendo bem tolerado e aceito pela mãe.
A aplicação destes métodos na criação pode ser decisiva na performance dos cavalos. Os criadores encontram no manejo todas as ferramentas para que sua criação prosp
