Manejo forrageiro e de duplo-propósito de cereais de inverno na iLP

18º Dia de Campo Copercampos aborda questões importantes da agropecuária em Santa Catarina

Copercampos
Integração Lavoura Pecuária

Os produtores rurais da região de Campos Novos tem procurado alternativas para diversificar atividades nas empresas rurais e a pecuária de leite e de corte voltaram a ter destaque e conquistam espaço na região.

Porém, sem deixar as lavouras de lado, sendo esta a principal atividade das empresas rurais, o manejo de integração tem sido a principal preocupação dos agricultores e por isso, a Copercampos no 18º Dia de Campo, realizou no primeiro dia do evento, a palestra com o Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia pela UNESP, pesquisador da Embrapa de Passo Fundo Alfredo do Nascimento Júnior.

Com o tema “Manejo forrageiro e de duplo-propósito de cereais de inverno na integração lavoura-pecuária”, Alfredo Júnior apresentou soluções simples e viáveis para que as duas atividades geram retorno aos agricultores. A utilização de sorgo para alimentação dos animais no inverno e produção de grãos no verão foi um dos exemplos citados, assim como realizar manejo de pastagens como a aveia preta comum, e implantação de novas cultivares de aveia, centeio e trigo.

Na palestra, Alfredo apresentou a nova aveia BRS Centauro, desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Associação Sul-Brasileira para o fomento de Pesquisas em Forrageiras (Sulpasto). O pesquisador ressaltou formas de se realizar um manejo eficiente com a utilização de aveia, azevém, centeio e também o trigo para pastagens, tanto para produção leiteira ou engorda de animais.

O momento ideal de colocar o gado nas áreas foi apontado por Alfredo como essencial no processo de integração. “O pastejo animal na pastagem cultivada em momento errado prejudica muito o rendimento dos animais e também na produção de forragem nas áreas. Existem critérios práticos, fisiológicos e cronológicos para este manejo dos cereais de inverno na integração e uma forma prática de saber o ponto ideal para pastejo é identificar nas plantas das pastagens o estágio vegetativo. O produtor pode realizar esta observação, com auxilio de uma pequena faca, cortando as plantas na altura desejada da resteva, para após a retirada dos animais, por exemplo, na altura de 7 a 10 cm. A presença de colmos cheios significa que as plantas estão em momento propicio de pastejo. Caso os colmos estejam ocos, semelhante a canudos, significa que as plantas estão em fase reprodutiva, com idade avançada, e assim, o pastejo prejudica a produção de grãos ou a rebrota das plantas”, destacou Alfredo.