Não há outra saída! Só o Manejo Integrado de Pragas - MIP é capaz de combater com eficiência a lagarta Helicoverpa armígera, que vem destruindo lavouras de norte a sul do País. Essa é a recomendação dos pesquisadores da Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias, que nesta quinta-feira 23, passou pelo município de Bom Jesus, a 635 quilômetros a sudoeste de Teresina.
Os pesquisadores mostraram as principais estratégias que combatem efetivamente a praga, como o monitoramento, onde o produtor conhece a dinâmica populacional do inseto no tempo e no espaço, podendo então atacar a praga no ponto de fraqueza dela. A identificação da praga e o controle dela com base em históricos de ocorrência e no monitoramento, são outras estratégias importantes.
O pesquisador Ivan Cruz, que é entomologista da Embrapa Milho e Sorgo, com sede em Sete Lagoas, Minas Gerais, destacou que o Manejo Integrado de Pragas se equilibra em três pilares: plantas transgênicas, controle biológico e controle químico. Este, com inseticidas seletivos. “O controle químico é o que requer um manejo mais seletivo na hora de enfrentar a lagarta, para não causar danos ao ambiente”, alertou.
A Helicoverpa armígera é uma praga que preocupa as autoridades fitossanitárias e vem tirando o sono dos produtores, principalmente de soja, milho, algodão e feijão. Ela ataca também cerca de 100 espécies, como tomate, pimentão e laranja. A lagarta tem um rápido desenvolvimento e em 30 dias passa de ovo a adulto. A partir daí, sem discriminação e insaciável, ela ataca tudo que vem pela frente.
O encontro dos pesquisadores com técnicos, consultores, produtores, professores e estudantes começou às 8:30 horas, e terminando às 13 horas, no auditório central do campus da Universidade Federal do Piauí. Cerca de 270 pessoas participaram. Todas receberam um kit com CD, DVD e folderes. O material tem importantes informações sobre o manejo de pragas.
A cruzada da Caravana Embrapa em Bom Jesus teve a mesma dinâmica do roteiro que vem sendo seguido em outros estados. O encontro foi aberto pelo coordenador da Caravana, Sérgio Abud, da Embrapa Cerrados, falando sobre os objetivos e propostas da ação, além dos aspectos bioecológicos; Fábio Aquino, da Embrapa Algodão, focou o manejo Integrado de pragas; Adeney Bueno, da Embrapa Soja, falou sobre plantas transgênicas e controle químico; Augusto Costa, da Embrapa Algodão, mostrou a tecnologia de aplicação de inseticidas; Ivan Cruz, da Embrapa Milho e Sorgo, focou o controle biológico; e Paulo Henrique Soares, da Embrapa Meio-Norte, que destacou a situação das lavouras nos cerrados do Piauí e as ações fitossanitárias desenvolvidas no Estado.
A Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias, com foco na lagarta Helicoverpa armígera, tem o apoio das associações brasileiras de produtores de Algodão e Soja, e da Organização das Cooperativas do Brasil–OCB.