Manejo preventivo evita perdas na horticultura ornamental

Mercado em crescimento, o cultivo de flores e plantas ornamentais movimenta milhões anualmente

Nivea Schunk
Manejo

No Brasil, a horticultura ornamental movimenta aproximadamente 380 milhões de dólares anuais. São 180 mil empregos diretos gerados pelas etapas de produção, distribuição, varejo e outros setores ligados à cultura de flores e plantas para decoração. Conduzido pelo Instituto Biológico, o projeto de prospecção de patógenos em cultivos comerciais de plantas propagadas via bulbo identificou quatro gêneros de nematóides e duas espécies de vírus nas principais regiões produtoras. Fator limitante de exportações e importações, o Lilysymptomless virus, descrito pelo Ministério da Agricultura, foi detectado nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

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Palestrante na Segunda Conferência Nacional Sobre Defesa Agropecuária, a pesquisadora Eliana Borges Rivas recomenda o controle químico dos pulgões, insetos transmissores da praga quarentenária, por meio do controle químico e eliminação das ervas daninhas, hospedeiras do inseto. Outra prática muito adequada para evitar também todas as outras enfermidades é a retirada periódica de plantas com alterações de forma e coloração. O material deve ser destruído isoladamente para não servir de fonte de doenças. Ambas são técnicas de manejo capazes de evitar grandes prejuízos aos segmento

— Ainda não relatado no país, o outro vírus é uma praga exótica. A expectativa é que a notificação feita ao Ministério possa nortear o mapeamento específico sobre o agente, danos potenciais e modelos de prevenção. O conhecimento dos vetores de disseminação dos patógenos facilita a escolha do reagente, que pode ser usado pelo produtor para acompanhar a ação das pragas nos canteiros e estufas de plantas como lírios e amarilys— explica ela.

Segundo Eliana, os experimentos no sentido de preservar os plantios e reduzir os prejuízos continuam. E para os testes de identificação ainda indisponíveis no mercado, o projeto está desenvolvendo ferramentas simples e de biologia molecular. Esses avanços vão permitir que os agricultores enviem seus materiais aos laboratórios da instituição ou adquiram tecnologia transferida gratuitamente pela internet.

"Prática para evitar
 enfermidades é re-
 tirada periódica de
 plantas com altera-
 ções de forma e
 coloração"


 Eliana Borges Rivas,
 do Instituto Biológico