A fim de melhorar a produtividade do rebanho de caprinos e ovinos, o controle sanitário preventivo deve ser uma medida de adoção importante mediante ações como suporte nutricional, controle de parasitos, vacinação e manejo ambiental.
Os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos, em razão da dificuldade de se criar medidas que garantam boas práticas de saúde aos animais de um rebanho, recomendam que as ações sanitárias sejam feitas de forma geral e específica. Para a eficiência das medidas de prevenção, é importante que um programa, que priorize as principais enfermidades em cada região, seja adotado. Vale lembrar que, para isto, é indispensável ações de profilaxia, vacinação, limpeza, desinfecção e higiene.
Quanto à prevenção geral podemos destacar:
Preparo da produção e armazenamento de alimentos: os grãos podem ser acondicionados em sacas, bombas de plástico e outros recipientes, mas nunca em piso ou chão batido. Os alimentos devem permanecer em local limpo desde que seja fechado, seco, com boa ventilação e de difícil acesso ao roedores, insetos e pássaros. Preparar os piquetes, capineira previsão de forragens conservadas e suplementação para o inverno, antes da aquisição de animais, é essencial para iniciarem-se atividades do sistema de produção.
Manejo e Dimensionamento das Instalações: para um bom desempenho dos caprinos e ovinos, é bom que seja feita a preparação dos currais de manejo que assegure conforto, proteção e bem-estar. Para isto, o produtor deve manter o local limpo e higienizado pelo menos a cada dois dias a fim de diminuir o contato com patógenos causadores de doenças. É importante lembrar que as instalações devem ser manejadas de forma a evitar a superlotação animal.
Isolamento: as instalações devem dar segurança, conforto e bem-estar aos animais, além de estar próximo à casa do manejador. O local, que é destinado a isolar animais enfermos, deve ser prático e de fácil acesso ao funcionário do dia e da noite.
Quarentenário: local destinado aos animais introduzidos ao rebanho. A construção é isolada das restantes. Possui baias, cochos, bebedouros e saleiro sendo de fácil acesso ao pasto, onde os animais ficam em observação por solicitação veterinária, aproximadamente 40 dias.
Aprisco: a separação do rebanho ocorre por categoria animal com objetivo de oferecer uma manejo diferenciado levando em conta suas necessidades fisiológicas, reprodutivas, nutricionais, cuidados sanitários entre outras.
Bebedouros, comedouros e saleiros: estes equipamentos devem permanecer do lado de fora da instalação/aprisco. Os bebedouros podem ser em vasos comunicantes para evitar contaminação por fezes na água de bebida. Os comedouros podem ser de madeira ou alvenaria desde que não acumulem sobras de alimento.
Curral de manejo (seringa, bretes e balança): visando manejar os animais nos procedimentos de vacinação, seleção, pulverização entre outros, o curral de manejo atende aos diferentes objetivos de manejo.
Sala de Ordenha: sala exclusiva, para animais em lactação, que deve obedecer critérios de limpeza, desinfectação, higienização, conforto e funcionalidade aos animais e manejadores. Para uma correta implantação, algumas orientações de construção de acordo com normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
Esterqueira: armazena os dejetos sólidos e/ou líquidos, fermenta o esterco produzido pelos animais favorecendo a morte das larvas. Após 60 dias, o esterco armazenado poderá ser utilizado para adubar culturas e pastagens.
Proteção contra vento, sol e chuva: é bom que o plantio de árvores seja em linha, fileira ou em ziguezague entre as instalações ou em áreas de estampado para proteção de ventos frios. As formas diferentes de proteção protegem os animais de correntes de vento e/ou excesso de sol e chuva.
Pedilúvios: feito para desinfecção de animais, trabalhadores, visitantes e veículos, os pedilúvios atuam como disseminadores de microorganismos que causam doenças em diferentes setores de manejo. Geralmente, são instalados na entrada das propriedades, currais e apriscos.
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