Marcadores de DNA aumentam eficácia do melhoramento

Tecnologia aumenta precisão das ferramentas de avaliação de características dos bovinos, importantes para a tomada de decião

Pedro Zuazo
Melhoramento genético

O uso de marcadores de DNA em programas de melhoramento genético torna mais eficaz e precisa a avaliação das características de bovinos. Ao contrário das ferramentas usadas atualmente, que classificam os animais com base nas informações dos antepassados e dele próprio, a nova tecnologia desvenda características ligadas diretamente aos genes. A ferramenta, que já é comercializada por algumas empresas, avalia com precisão características como maciez, marmoreio e acabamento de carcaça. A novidade representa um grande impulso de qualidade para o melhoramento genético de bovinos, que pode selecionar características antes desconhecidas.

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Atualmente, as ferramentas mais utilizadas para a avaliação de bovinos são baseadas em cálculos matemáticos que geram as DEPs (diferenças esperadas da progênie). Dsenvolvida nas últimas três décadas ela é atualmente a ferramenta mais importante para a tomada de decião do pecuarista. O Brasil é o maior usuário dessa tecnologia em termos de número de touros vendidos e melhorados com base nessas informações. Mas ainda existe um espaço enorme para desenvolvimento de tecnologia na opinião do médico veterinário José Fernando Garcia, professor da UNESP de Araçatuba.

— O mercado de touros no Brasil ainda é subestimado e ainda existe uma demanda muito grande por touros melhoradores. Daí a importância do surgimento dos marcadores de DNA,  que junto com as ferramentas de seleção tradicionais,  que são as deps e os índices de performance, os  marcadores moleculares vêm para ajudar aumentando a eficácia da avaliação — explica.

Com as informações do DNA, expande-se a possibilidade de análise dos animais. A ferramenta poderá ser usada, por exemplo, para avaliação e monitoramento do descarte de vacas e reposição de novilhas. Mas trata-se de uma tecnologia que não pode ser utilizada individualmente.

— No caso dos marcadores moleculares, não tem praticamente sentido nenhum fazer esse teste em um animal. O teste deve ser feito em um rebanho e o resultado monitorado depois de algum tempo, seja um ano, um ciclo, alguns anos para fazer esse calculo desse retorno econômico — diz Fernando.

Segundo o médico veterinário, trata-se de uma tecnologia nova, que precisa ser estudada e utilizada para que gere resultados econômicos. Para o futuro, a perspectiva é que o uso dos marcadores moleculares de DNA sejam usados associadamente às DEPs, que devem se consolidar entre os criadores comerciais, para a aquisição de touros melhoradores de planteis.