Marcadores moleculares: nova tecnologia para controlar a antracnose no milho

Embrapa tem expectativa de substituir a necessidade de avaliações visuais de genótipos

Nivea Schunk
Sanidade Vegetal

O projeto de seleção assistida por marcadores moleculares, visando potencializar a resistência à antracnose no milho, da Embrapa Milho e Sorgo, está entrando no terceiro ano. A identificação desses genótipos será fundamental para abreviar o processo de geração de novas cultivares. 

A partir da obtenção via auto-fecundação de populações pró-genes oriundas de plantas suscetíveis e resistentes, o ensaio é conduzido no município mineiro de Sete Lagoas. De acordo com o pesquisador Rodrigo Veras, essas medições utilizarão microssatélites.

— Através da coleta e análise de DNA do material observado, detectamos diferenças nos marcadores que denunciam os genes mais resistentes à doença — explica Veras.

Resultados mais consistentes sobre o procedimento estão previstos para o próximo ano. A expectativa é que a tecnologia substitua a necessidade de avaliações visuais de genótipos, feitas através de plantios sucessivos de ciclos da cultura.

— O marcador permite a identificação dos genótipos desejáveis em grandes amostragens. Essa mudança significa um salto na área de melhoramento genético do Brasil — garante ele.