A mastite, que é a inflamação da glândula mamária, é uma das enfermidades mais frequentes nos bovinos de leite. Ela pode ser de origem infecciosa, causada principalmente por bactérias, e menos freqüentemente por fungos ou outros microrganismos. Pode, também, ser provocada por traumatismos físicos ou químicos. Pode-se classificá-la em dois tipos: mastite clínica e mastite subclínica.
Para diagnosticar os casos clínicos da doença, recomenda-se fazer diariamente o teste da caneca de fundo escuro antes da ordenha de cada animal. Para diagnosticar os casos subclínicos, recomenda-se fazer quinzenalmente, ou pelo menos mensalmente, o California Mastitis Test, que utiliza reagentes químicos para avaliar as condições do leite, ou a contagem eletrônica de células somáticas do leite.
Ainda que tenha um número insignificante de mortes de animais causadas pela doença, a mastite pode levar à perda de produção de leite nos tetos afetados pela doença e redução significativa da qualidade do leite produzido. Considerando, ainda, a legislação específica que regulamenta os parâmetros mínimos de qualidade do leite, a mastite pode afetar a comercialização, a produtividade e a renda na propriedade. É importante lembrar, também, que o ser humano pode se contaminar com mastite principalmente ao consumir leite não pasteurizado proveniente de vacas com a doença.
Neste programa da Rede Leite, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Guilherme Nunes de Souza, dá orientações importantes sobre como diagnosticar e controlar a doença.
Acompanhe os programas da Rede Leite e conheça as dicas da Embrapa para aumentar a qualidade e a produtividade na pecuária de leite.
É importante lembrar, também, que o ser humano pode se contaminar com mastite ao consumir leite não pasteurizado proveniente de vacas com a doença.
Este programa é de autoria da Embrapa Gado de Leite em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e foi originalmente ao ar no site da unidade, estando acessível também pelo link: www.cnpgl.embrapa.br.