Mecanização de lavouras de café adensado no Paraná

A crescente diminuição de mão-de-obra rural exige mecanização das pequenas lavouras cafeeiras no Sul do Brasil

Nivea Schunk
Manejo

A crescente diminuição de mão-de-obra disponível no campo dificulta cada vez mais a colheita do café adensado. O revolucionário sistema de plantio chegou às lavouras cafeeiras paranaenses na década de 1990, por iniciativa do Projeto Café, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Hoje, 60% das plantações estão ajustadas a esse tipo de espaçamento, densidade e forma de arranjo, o que atende perfeitamente ao perfil dos pequenos agricultores da região, aumentando a produtividade.

O pesquisador Armando Androcioli Filho revela, no entanto, que é preciso buscar soluções para evitar prejuízos na colheita.

— A abertura de novas oportunidades decorrentes do desenvolvimento econômico do País absorveu grande parte dos trabalhadores rurais. A saída é a mecanização e o nosso objetivo atual é promover as mudanças nesse sistema de colheita — explica.

"A saída é a
 mecanização
 da colheita"


 Armando Andracioli,
 do Iapar

A partir do fim da última safra, em setembro de 2008, começaram os testes com derriçadoras portáteis e automotrizes, próprias para o café adensado, já disponíveis no mercado. Feito isso, foram realizadas entrevistas com plantadores e operadores para testar a viabilidade do processo.

Os primeiros resultados são muito animadores, porém, ainda é preciso encontrar alternativas para problemas como a altura de poda das plantas, espaço físico de armazenamento e assistência técnica para as derriçadoras. A organização dos produtores em associações é apontada como o caminho mais adequado para satisfazer às novas demandas.