
Na suinocultura, o uso da medicação solúvel na água “de beber” tem crescido muito nos últimos tempos quando comparado à medicação administrada via ração dos animais. Este crescimento se justifica, em parte, pela mudança na legislação sobre o uso de fármacos terapêuticos em fábricas de rações. A nova legislação tem exigido certificações especiais para a manipulação de produtos terapêuticos pelas fábricas de rações. Além disso, o uso de medicação via água dos animais propicia o tratamento de somente parte deles, ou seja, somente aqueles que devem receber o medicamento o que, muitas vezes, é impossível quando a medicação é administrada via ração. Também, do ponto de vista técnico, muitos medicamentos quando administrados via água de beber atingem níveis teciduais mais altos quando comparado ao mesmo medicamento administrado via ração. Este fato pode determinar um aumento da eficiência da droga utilizada.
Para que seja possível a medicação dos leitões via água, são necessárias pequenas alterações no sistema hidráulico da granja. No entanto, em geral, estas alterações não demandam um investimento financeiro elevado. A maioria dos projetos de novas unidades criadoras já contempla a possibilidade do uso de medicação por esta via. Também existem no mercado equipamentos especiais que propiciam a mistura do medicamento em proporções pré-estabelecidas na água de bebida, o que facilita o manejo da medicação na granja. Estes equipamentos são chamados de dosadores automáticos.
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"a medicação via água de beber veio para ficar" |
A medicação via água de beber é uma realidade e veio para ficar. Desta forma, é necessário que os médicos veterinários estejam preparados para prescrever medicamentos por esta via.
Do ponto de vista técnico, a prescrição via água de beber exige o conhecimento de uma série de parâmetros, e, posteriormente, uma sequência de cálculos que, apesar de simples, demandam tempo. Em geral, na prática, algumas variáveis não são consideradas para facilitar o cálculo da prescrição. Um exemplo é o desperdício de água. Em situações usuais, o desperdício alcança entre 10-20% em uma unidade de recria/terminação. Nestes casos, se esta variável não for considerada, os animais receberão uma dose do medicamento entre 15-20% menor que a recomendada. Isto pode prejudicar a resposta clínica e, se tratando de antibióticos, pode favorecer a indução de resistência bacteriana.
Preocupada com isso, a Novartis Saúde Animal Ltda desenvolveu uma ferramenta inovadora. Trata-se do Dos@gem (figuras). Um programa de computador simples, fácil de operar e que facilita a prescrição correta de dois produtos solúveis: o Denagard™ 45% e o Cosumix® 750.


