A Embrapa Caprinos orienta o produtor sobre as medidas de controle da artrite encefalite caprina. Para os pesquisadores, deve-se levar em conta a possibilidade de transmissão do vírus pelas vias reprodutivas, como o materno-fetal e o sêmen. Mesmo que as vias de transmissão sejam controladas, se não forem tomadas medidas de controle, a enfermidade poderá perpetuar no rebanho.
O LVC também é transmitido pelo contato direto entre os animais através de fezes, saliva, secreções urogenitais e respiratórias. Uma das medidas de controle da artrite encefalite caprina (CAE) consiste em separar os animais sadios dos portadores do lentivírus caprino (LVC).
Estudiosos consideram a CAE uma enfermidade de difícil controle em razão do longo período de incubação. Com isso, a maior dificuldade para o produtor é separar os animais sadios dos portadores do vírus que podem disseminar a doença no rebanho, impossibilitando a erradicação da enfermidade.
A aprimoração de testes é uma oportunidade de diagnósticos que associam técnicas reprodutivas com as virológicas e de biologia molecular, possibilitando detectar os agentes patogênicos no sêmen, sangue e tecidos. Também é oportuno técnicas alternativas para a utilização de machos e fêmeas portadores do LVC, a fim de aproveitar o material genético dos animais para o melhoramento do rebanho.
Há programas de controle da CAE que objetivam separar as crias infectadas logo após o parto, evitando o contato com a saliva da mãe e ingestão do colostro e leite. Para os pesquisadores mesmo que este método seja associado à técnicas de sincronização do estro e partos, há a necessidade de controle do manejo, sendo, portanto passível de falhas.
Saiba mais sobre o assunto
Lavagem de embriões é uma das técnicas para o controle de artrite encefalite caprina