Vazio sanitário
A principal medida a ser tomada pelos agricultores para alcançar o sucesso no controle da ferrugem da soja (Phakopsora pachyrhizi), é o estabelecimento do vazio sanitário vegetal para a cultura da soja em todo território do Mato Grosso do Sul, no período de 1º de julho a 30 de setembro de cada ano-calendário, alicerçada na Lei Estadual nº 3333 de 21/12/2006.
Esta medida deve ser seguida por todos os produtores do estado, para que os benefícios sejam satisfatórios, e visa a eliminação da chamada ponte-verde, ou seja, proporcionar um período de entressafra sem plantas de soja no ambiente, a fim de favorecer a diminuição do inóculo do fungo – principalmente para os primeiros cultivos de soja da região. Isso retardará a entrada da doença e favorecerá o escape da maioria das plantações em relação ao período de maior quantidade de inóculo no ambiente.
Além da ferrugem, o vazio sanitário pode favorecer o controle de outras doenças, tendo como base os mesmos princípios para a ferrugem, embora a maioria delas sejam saprofíticas – problema que só é suplantado com a implantação de sistemas de rotação de culturas.
Época de semeadura e variedades
Para que os efeitos do vazio sanitário sejam potencializados, é importante que os produtores de uma mesma macro-região de cultivo concentrem a semeadura das lavouras na melhor época recomendada, evitando, dessa forma, que o inóculo produzido em uma determinada lavoura cause prejuízo às lavouras vizinhas durante a safra.
O inóculo da doença aumenta progressivamente durante a safra, até atingir níveis epidêmicos, geralmente com mais intensidade sobre as semeaduras mais tardias e/ou em variedades de ciclos mais longos. As medidas visam o escape da lavoura dos momentos de maior pressão da doença, minimizando assim os efeitos negativos da ferrugem sobre a produtividade.
Acompanhamento das condições climáticas
O acompanhamento das condições climáticas durante a safra de cultivo é essencial nas tomadas de decisão para a realização do controle químico, uma vez que, dependendo da precipitação pluviométrica do ano, pode-se optar pelo adiamento ou antecipação das aplicações de fungicidas, principalmente no momento das primeiras pulverizações.
O clima é dos principais fatores para a incidência de fortes epidemias de ferrugem em cultivos de soja. Como o Mato Grosso do Sul encontra-se em uma região de transição climática, as condições do tempo apresentam grandes oscilações de um ano para outro, tornando difícil a previsibilidade do comportamento das chuvas e temperaturas em cada safra.
Saiba mais sobre o assunto:
Problemas relacionados a doenças na cultura da soja na safra 2007/2008
Medidas preventivas de controle das cinco principais doenças foliares da cultura da soja