Melhoramento do maracujazeiro amarelo

Universidade Estadual do Norte Fluminense testa variedades silvestres de maracujazeiro para controlar o endurecimento do fruto

Nivea Schunk
Doenças

O projeto de doutorado que aborda o melhoramento do maracujazeiro amarelo, da universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), visa disponibilizar uma nova cultivar que atenda às demandas comerciais da região. Nos últimos anos, experimentos alocados nas cidades de Campos de Goytacazes e Itaocara, contemplam cruzamentos genéticos das características disponíveis.

O pós-doutorando Marcelo Geraldo de Morais Silva ressalta que houve uma adaptação do método de seleção recorrente. A partir do processo cíclico gerador do material avaliado nas estações experimentais, os que apresentam potencial agronômico importante são selecionados. E a  recombinação desses genes garante alelos favoráveis.

De acordo com ele, os últimos resultados demonstraram grande potencial produtivo e peso médio de fruto em torno de 220 gramas. Um dos materiais teve um rendimento de quase 30 toneladas ao ano. O que significa praticamente o dobro da colheita em relação às variedades utilizadas como testemunhas durante os ensaios.

Entretanto, o grande problema conhecido como vírus do endurecimento do fruto ainda precisa ser controlado nas propriedades locais. A virose acomete a planta inteira e compromete seriamente a produtividade. Em busca dos parâmetros ideais de tolerância à doenças, a Uenf vem testando a introdução de algumas espécies silvestres cedidas pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Bahia.

O grande foco do programa é beneficiar os pequenos produtores, incentivando o plantio da cultura do maracujá.

— O maracujazeiro necessita de mais ou menos 12 horas de exposição à luz durante o dia para florescer. É uma opção muito indicada porque pode frutificar quase o ano inteiro num clima como o nosso —  explica Silva.