Melhoramento genético de alfafa para pastejo diminui custo de produção

Embrapa Pecuária Sul testa linhagens de alfafa mais resistentes para pastejo

Nivea Schunk
Manejo

Um ensaio coordenado pela Embrapa Pecuária Sul investe no desenvolvimento de cultivares de alfafa mais resistentes quando mantidas em pastejo. A forrageira tradicionalmente mantida em sistema de corte para fenação e ensilagem tem vocação para alimentar o gado de maneira direta.

De acordo com o protocolo de seleção aplicado às plantas disponíveis, alguns tipos apresentaram melhor desempenho às condições exigidas para sobrevivência no pasto. Tanto a persistência da planta quanto a qualidade da forragem produzida são garantias de benefícios para o produtor — O bom resultado econômico é garantido, uma vez que os custos com semeadura e adubação são diluídos ao longo do tempo — explica o pesquisador Naylor Perez.

A experimentação consiste em submeter as plantas a um alto nível de estresse através da desfolha intensa e constante. À medida que o crescimento da planta não acompanha a necessidade de alimentação dos animais durante essa simulação de adversidades climáticas, é possível identificar os tipos mais sensíveis. Em seguida, os vegetais sobreviventes são recombinados, preservando as características de maior aptidão ao pastejo.

Atualmente, linhagens avançadas vêm sendo testadas acerca do valor de cultivo e uso. Após a multiplicação de sementes, começarão as avaliações em situações ambientais diferentes que deverão se estender pelas próximas safras. A previsão é que, em alguns anos, a cultivar obtenha registro e permissão para lançamento.