Melhoramento genético do café arábica

Espírito Santo deve produzir as primeiras cultivares de café arábica em cinco anos

Nivea Schunk
Grãos

O programa de melhoramento genético de café arábica do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), contempla experimentos para desenvolver variedades e recomendar materiais produzidos em outros estados. Iniciadas em 1993, as análises já aprovaram o plantio local de 16 cultivares originalmente desenvolvidos para Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Café, cedida ao Incaper, Maria Amélia Gavaferrão, a criação de uma variedade pode levar até 30 anos. Além de ser necessário observar de seis a oito gerações das plantas, a diversidade climática e o relevo acidentado do Espírito Santo exigem grandes quantidades de ensaios.

Divididos em categorias que vão de F1 a F6, mais de mil pró-genes vem sendo estudados em sete campos experimentais do instituto. Os mais recentes encontram-se em fase de multiplicação para avaliar a uniformização das características desejáveis.

Precisamos preencher muitos requisitos quanto à maturação e tamanho de peneira, por exemplo. E as gerações mais avançadas também são submetidas a testes sensoriais, de qualidade de xícara.  — revela, Maria Amelia.

Parcelas maiores de 100 pró-genes F6 estão sendo priorizadas e comprovadamente oferecem resistência à ferrugem e elevada produtividade. Sendo assim, a expectativa é que as primeiras cultivares surjam dentro dos próximos cinco anos.